O que deveria ser uma viagem de férias inesquecível transformou-se em um teste de resiliência para 24 londrinenses. Após dias de confinamento e incertezas no Oriente Médio, o grupo finalmente chegou a Londrina no final da tarde desta segunda-feira (09), protagonizando cenas de alívio e emoção na rodoviária.
A chegada ocorreu por terra, em um ônibus fretado que partiu do Aeroporto de Guarulhos, já que o retorno direto por avião não foi possível.
Recepção calorosa: familiares aguardavam ansiosos na rodoviária de Londrina, com flores e bombons para recepcionar os turistas. Sérgio Strik, marido da guia Cristina Strik, preparou uma recepção especial e não conteve as lágrimas ao falar sobre a angústia vivida nos últimos dias.
Relatos de medo: uma idosa do grupo descreveu o pânico ao receber a ordem de retornar ao navio sem previsão de saída. “O coração apertou porque achamos que íamos ter que voltar para o navio”, relatou outra passageira, ao lembrar os momentos de tensão durante as conexões da viagem.
A crise começou no dia 28 de fevereiro, quando o grupo já estava em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Estopim: a escalada de tensão após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã provocou o fechamento imediato do espaço aéreo em diversos países da região.
Isolamento no mar: por medidas de segurança, os turistas foram orientados a permanecer ancorados em um navio da MSC. A viagem havia começado em 19 de fevereiro e deveria ter terminado na semana passada, mas o bloqueio aéreo impediu o embarque previsto via Doha.
A liberação para o retorno ao Brasil só ocorreu no último fim de semana.
Trajeto: os londrinenses conseguiram voar primeiro para a Espanha e, de lá, seguiram viagem para o Brasil, desembarcando em São Paulo na manhã de segunda-feira.
Desfecho: após dias de tensão e mudanças no trajeto, os turistas chegaram a Londrina, encerrando a jornada marcada por medo, incerteza e, finalmente, alívio ao reencontrar familiares.