Todos os dias, a Receita Federal do Brasil apreende uma grande quantidade de mercadorias na região de fronteira. Entre os itens estão eletrônicos, medicamentos, agrotóxicos e cigarros. Parte desse material é destinada a doações para entidades sociais, mas uma parcela significativa precisa ter outro destino: a destruição.
Na Foz do Iguaçu, os barracões da alfândega estão cheios, com produtos que chegam diariamente. Para liberar espaço e evitar riscos, muitos desses itens são inutilizados. Em alguns casos, como o de cigarros, a destruição ocorre na própria unidade.
Já produtos considerados mais perigosos, como agrotóxicos, medicamentos, cigarros eletrônicos e baterias, passam por um processo de separação e preparação antes de serem enviados para incineração em unidades especializadas, geralmente no Centro-Oeste do país.
A medida é adotada para impedir que mercadorias sem procedência ou potencialmente nocivas voltem a circular. A incineração garante a eliminação completa desses produtos, protegendo a saúde pública e o meio ambiente.
Os números chamam a atenção. No ano passado, cerca de 130 mil caixas de cigarros foram destruídas. Já os agrotóxicos apreendidos e eliminados somaram 78 toneladas.
A destruição faz parte de um trabalho contínuo de combate ao contrabando e ao descaminho, especialmente em regiões de fronteira, onde o volume de apreensões é elevado. Mais do que retirar esses itens de circulação, a ação busca evitar que o mercado ilegal continue sendo abastecido.