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Sete em cada dez mortes de crianças por engasgo no Brasil ocorrem com bebês de até um ano

10 fev 2026 às 14:21

Uma bebê de cinco meses morreu após engasgar durante um refluxo na última sexta-feira (6), no Jardim Morumbi, zona leste de Londrina. Equipes do Siate e do Samu foram acionadas e realizaram manobras de reanimação por cerca de 40 minutos, mas não conseguiram reverter o quadro. O caso acende um alerta sobre os riscos de obstrução de vias aéreas em recém-nascidos.


Dados do SUS (Sistema Único de Saúde) apontam que bebês com menos de um ano representam 70% das mortes por engasgo entre crianças de até nove anos. Segundo o coordenador médico do Samu, Ricardo Meletto, a anatomia e a imaturidade dos sistemas reflexos nessa faixa etária contribuem para a incidência de acidentes graves

Diferente do que ocorre com adultos, o engasgo em bebês pode ser silencioso. Meletto explica que a criança muitas vezes não tosse ou chora, apresentando apenas expressão de susto, mudança no ritmo da respiração e pele arroxeada. Ao perceber esses sinais, a orientação é iniciar imediatamente as manobras de desobstrução e acionar o serviço de emergência pelo telefone 192.


Em casos de salvamento bem-sucedidos registrados recentemente em Londrina, a rapidez na execução da manobra de Heimlich adaptada para bebês foi determinante. Em 2025, dois casos ganharam destaque na cidade: um pai salvou a filha de dois meses na zona norte e um policial militar socorreu um recém-nascido de 50 dias. O Samu reforça que, mesmo que o responsável esteja sozinho, deve manter a calma, posicionar a criança corretamente para a manobra e buscar auxílio médico imediato.