Cidade

Armadilhas na UEL capturam quase 12 mil ovos do Aedes aegipty em 2023

18 abr 2023 às 09:59

Com o intuito de frear a proliferação do mosquito Aedes aegypti, observada devido ao crescente número de casos de dengue em Londrina, a Prefeitura do Campus Universitário (PCU) vem intensificando as ações de limpeza e remoção de possíveis criadouros na UEL. As ações se mostram necessárias uma vez que o município de Londrina registrou crescimento de 40% no número de casos de dengue na segunda semana de abril em comparação com o início do mês. Ao mesmo tempo, a UEL realiza o monitoramento do índice de infestação do mosquito e a captura dos ovos por meio de armadilhas. Conforme o balanço mais recente divulgado pelo Programa de Atendimento à Sociedade (PAS) – “Vigilância e Controle Biológico do Aedes”, 5.499 ovos do mosquito transmissor da dengue e da chikungunya foram capturados durante o mês de março nos cerca de 1,5 milhão de m² do Campus da UEL. 


O prefeito do Campus Universitário, Luiz Cláudio Buzeti, explica que as equipes de limpeza realizam a remoção de possíveis criadouros constantemente durante a coleta do lixo. No entanto, o enfrentamento à dengue exige a realização de mutirões envolvendo, também, a verificação dos telhados, calhas, equipamentos, e de pontos de difícil acesso, incluindo buracos em árvores que podem acumular água, exemplifica.


Ele conta que servidores foram mobilizados para uma ação de limpeza durante o recesso das atividades acadêmicas e administrativas em razão do feriado da Páscoa. “Aproveitamos um dia de menor movimento. Foram encontrados vários focos, garrafas PET, copinhos, os clássicos recipientes para o mosquito se desenvolver. Foram retirados também restos de ferragens, tubulação de ar-condicionado, restos de materiais e instalações. Infelizmente, algumas pessoas também jogam lixo, muitas vezes, até pela janela do carro, na PR-445, e esse lixo acaba vindo para o Campus”, lamenta. 


O descarte irregular de lixo e entulho nas proximidades da PR-445 é preocupante, avalia o prefeito do Campus. No entanto, a Universidade não foi notificada por parte dos agentes de endemias do município ao longo deste ano, o que pode indicar que o controle dos focos do mosquito está sendo eficaz, avalia. 


“O lixo que é deixado nos latões é recolhido todos os dias, mas, porventura, algum recipiente é deixado no gramado, na região da PR-445. São milhares de carros diariamente. Então, vamos fazer ao menos uma vez por mês os mutirões. Conseguimos ter uma flexibilidade aos finais de semana ou mesmo durante a semana com os terceirizados e o nosso pessoal também”, explica Buzeti.