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Assassino de avó e neta em Jataizinho é condenado a 64 anos de prisão

09 abr 2026 às 20:23

 O Poder Judiciário encerrou nesta quinta-feira (9) um dos capítulos mais sombrios da história recente de Jataizinho. João Vitor Rodrigues, de 25 anos, foi condenado pelo assassinato de Marley Gomes de Almeida, de 53 anos, e da neta, Ana Carolina de Almeida Anacleto, de apenas 12 anos. O crime, ocorrido no ano passado, chocou a região pela futilidade do motivo e pelo requinte de crueldade.


Segundo a investigação da Polícia Civil, João Vitor era vizinho das vítimas e aproveitou o benefício da saída temporária do sistema prisional para invadir a residência durante a madrugada. O objetivo inicial era furtar apenas uma nota de 100 reais, mas o desfecho foi fatal.


Execução e tentativa de despiste


Conforme detalhado pelo delegado Vitor Dutra, o autor foi reconhecido pelas vítimas durante a ação. Para garantir a impunidade, ele utilizou uma faca para desferir golpes mortais contra a mulher e a criança. Marley foi morta em um dos quartos; logo em seguida, o criminoso decidiu tirar a vida da menina de 12 anos por medo de ser identificado.


Em uma tentativa de confundir o trabalho pericial, o assassino chegou a escrever uma mensagem com sangue na parede da casa, tentando simular um cenário diferente do latrocínio.


Inocente linchado e preso por engano


O caso também foi marcado por uma injustiça paralela. No início das investigações, um homem inocente foi preso após ser flagrado por câmeras de segurança segurando um objeto que moradores confundiram com uma faca.


O delegado ressaltou que a detenção daquele homem, na época, foi necessária para preservar a integridade física dele, já que ele estava sendo espancado e corria o risco de ser linchado pela população revoltada. Ele foi liberado assim que a autoria de João Vitor foi confirmada.


Resposta à sociedade


João Vitor Rodrigues, que já possuía histórico criminal, retornou imediatamente ao sistema prisional para cumprir a pena em regime fechado. Para a Polícia Civil, a sentença de 64 anos de reclusão traz o sentimento de justiça e encerra oficialmente o processo.


"É uma resposta à sociedade. Um crime que chocou a cidade e que agora tem uma condenação à altura da gravidade dos fatos", pontuou o delegado Vitor Dutra.

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