A instalação de painéis publicitários digitais com mensagens de teor altamente ofensivo à República do Paraguai gerou forte indignação, protestos populares e uma rápida mobilização das forças de segurança na manhã desta sexta-feira (29 de maio de 2026), no perímetro urbano de entrada de Ciudad del Este. De acordo com as primeiras investigações e relatórios técnicos preliminares encaminhados à imprensa, a veiculação das mensagens xenófobas teria sido fruto de um ataque cibernético em massa contra os sistemas operacionais que gerenciam os letreiros eletrônicos e painéis de LED de publicidade na região da rodovia internacional Rota PY02.
Indignação e fúria popular
Os cartazes eletrônicos, posicionados estrategicamente na principal via de acesso ao país logo após a travessia da Ponte Internacional da Amizade, na fronteira com o Brasil, continham textos considerados ultrajantes à soberania nacional e à dignidade da população paraguaia. O conteúdo ofensivo gerou imediata repercussão negativa e viralizou em canais de transmissão e redes sociais nas primeiras horas do dia.
Diante da afronta institucional, um grupo de moradores e trabalhadores locais se concentrou no ponto da rodovia e destruiu fisicamente as estruturas metálicas e telas dos outdoors para interromper de imediato a exibição das ofensas. A Polícia Nacional do Paraguai foi acionada com urgência para conter os ânimos, isolar a área e registrar a ocorrência de vandalismo e perturbação da ordem, enquanto equipes técnicas das empresas privadas trabalhavam no desligamento forçado da rede elétrica dos equipamentos.
Suspeita de Sabotagem Digital
A prefeitura de Ciudad del Este emitiu um comunicado oficial repudiando veementemente o ocorrido e esclarecendo que o poder público municipal não possui qualquer relação ou gerência sobre o teor das publicações veiculadas. Segundo fontes ligadas à Divisão de Investigação de Crimes Cibernéticos, a principal linha de apuração aponta que hackers invadiram os servidores em nuvem das empresas concessionárias de publicidade visual, alterando remotamente e de forma criminosa os arquivos e as imagens programadas para exibição no catálogo de mídia.
Especialistas em direito tecnológico e parlamentares paraguaios aproveitaram o grave episódio na fronteira para cobrar uma atualização urgente do Código Penal do país no que tange à tipificação de crimes digitais e cibernéticos. Houve duras críticas à falta de uma estrutura estatal robusta de cibersegurança e de defesa cibernética para mitigar ataques dessa natureza, que agora escalaram de fraudes financeiras comuns para atos de clara provocação geopolítica, social e institucional.
A Polícia Nacional e o Ministério Público paraguaio seguem investigando o caso em conjunto para rastrear o endereço IP e a origem do acesso não autorizado aos sistemas, buscando identificar e punir os responsáveis pela sabotagem internacional.