Mulheres e representantes de movimentos sociais se reuniram no Zerão, em Londrina, para um ato público contra a violência de gênero e o feminicídio. Com o slogan “Parem de nos matar!”, a mobilização reuniu atividades de acolhimento, oficinas de defesa pessoal, apresentações artísticas e palestras neste sábado (26).
O encontro também promoveu debates sobre misoginia, violência contra a mulher e políticas públicas de proteção.
Mobilização após assassinatos
A manifestação foi motivada por assassinatos recentes de mulheres na região, entre eles o caso de Thaissa Marques, morta dentro de uma academia na Zona Leste de Londrina, e o assassinato de uma médica em Maringá.
Durante o evento, participantes defenderam a necessidade de ampliar as ações de prevenção e proteção para evitar novos casos de violência.
Críticas a argumentos usados em defesas
A advogada e organizadora do ato, Camila Lima, criticou argumentos apresentados em defesas de agressores que tentam relacionar crimes a supostos transtornos mentais, como bipolaridade ou autismo.
Segundo ela, esse tipo de abordagem pode reproduzir uma lógica semelhante à antiga tese da legítima defesa da honra, além de contribuir para a estigmatização de pessoas com deficiência e transtornos mentais.
Educação contra a violência
Os organizadores também defenderam que o enfrentamento à violência contra as mulheres deve envolver toda a sociedade, com atenção especial à educação de homens e meninos.
A avaliação apresentada durante o ato é de que conteúdos de ódio contra mulheres disseminados nas redes sociais também precisam ser enfrentados por meio de conscientização e educação.
Cobrança por medidas de proteção
Durante a mobilização, também houve cobrança por leis efetivas e pelo cumprimento das penas aplicadas a autores de crimes contra mulheres.
Em razão do ano eleitoral, participantes ainda destacaram a importância de acompanhar propostas e posicionamentos de candidatos relacionados às políticas de proteção às mulheres.
O ato reuniu diferentes atividades ao longo do dia, com espaços de escuta e acolhimento, além de apresentações e discussões sobre as formas de prevenção e enfrentamento da violência de gênero.