Uma gravação de áudio obtida pela equipe de jornalismo revela que a Santa Casa de Londrina não descarta a possibilidade de ter ocorrido uma falha de protocolo durante uma transfusão de sangue. O procedimento inadequado envolveu a aplicação de tipo sanguíneo incompatível em um paciente internado na instituição.
A conversa gravada ocorreu com um funcionário do hospital que acompanha o quadro de Roberto Machado. O paciente precisou ser transferido para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) após receber sangue do tipo A positivo, quando o correto seria o tipo O positivo (recebendo cerca de 15 miligramas do tipo incorreto).
No diálogo, o interlocutor chega a sugerir que familiares e acompanhantes fiquem atentos à assistência prestada, embora tenha sido questionado sobre a falta de conhecimento técnico dos acompanhantes para identificar erros médicos. Na sequência, a pessoa admite que existe um protocolo rígido para o procedimento, mas reconhece que as diretrizes podem não ter sido seguidas à risca pela equipe de plantão.
Estado de saúde e apreensão da família
Roberto Machado deixou a UTI nesta sexta-feira, mas permanece internado no hospital. A família da vítima acompanha o caso com preocupação e teme eventuais sequelas ou desdobramentos de longo prazo na saúde do paciente. A esposa de Roberto, Wanderléia dos Santos Machado, cobra respostas claras e apuração sobre a conduta adotada na unidade de saúde.
Em nota oficial enviada anteriormente, a direção da Santa Casa de Londrina reconheceu a ocorrência do que classificou como um "evento adverso". O hospital reafirmou o compromisso com a segurança dos pacientes e informou que instaurou um processo de revisão dos protocolos internos e das rotinas de atendimento.
A reportagem mantém o espaço aberto para que a instituição de saúde se posicione sobre o conteúdo da gravação.