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Baratas de Madagascar encantam visitantes da Fazendinha e ganham espaço como pets exóticos

15 abr 2026 às 16:04

As baratas de Madagascar têm se consolidado como uma das atrações mais curiosas da Fazendinha Via Rural. Os insetos, chamados carinhosamente de “Robson”, chamam a atenção do público não apenas pela aparência incomum, mas também pelo comportamento e pelas curiosidades da espécie. 


O estande onde estão os insetos é organizado pelo Museu de Zoologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que reúne estudantes envolvidos na apresentação de diferentes espécies e na orientação dos visitantes sobre cuidados e curiosidades sobre os animais expostos. Além das baratas, o espaço também conta  com exemplares de borboletas, besouros, percevejos e muito mais, ampliando o contato do público com espécies pouco convencionais. 


O som característico emitido pelas baratas de Madagascar, um tipo de chiado, tem funções importantes na natureza. Ele é usado tanto como mecanismo de defesa quanto para atrair fêmeas durante o período de reprodução. 


No entanto, neste ano, o comportamento chamou atenção: os animais estavam mais retraídos e não emitiram o som típico da espécie. Segundo observações da aluna Manuela Silva e Souza, estudante de Biologia da UEL, isso pode estar relacionado “ao estresse causado pela movimentação do público e pelo ambiente da exposição”. Outro ponto destacado é que os Robsons menores também não costumam chiar, “assim como as fêmeas, o que torna o comportamento ainda mais variável entre  o grupo”, diz.


Nativas da ilha de Madagascar, na África, essas baratas possuem características que vão além do estigma comum de serem asquerosas ou nojentas, associado às espécies de baratas caseiras comuns. 


Segundo Manuela, em um ambiente natural, elas vivem cerca de um ano, mas, quando mantidas em condições controladas, podem alcançar até três anos de vida. “No Brasil, são classificados como animais domésticos, o que permite sua criação, desde que com cuidados rigorosos”, explica. 


Um dos principais cuidados é evitar que os insetos escapem, já que a reprodução fora de controle pode causar desequilíbrio ambiental. A alimentação também é simples: as baratas são alimentadas com ração, o que facilita sua manutenção.


Outro ponto que desperta curiosidade entre os visitantes é a diferença entre machos e fêmeas. A identificação pode ser feita de forma simples: os machos apresentam uma protuberância nas costas, enquanto as fêmeas possuem o dorso liso.


“A espécie também tem despertado crescente interesse como animais de estimação. A procura por baratas de Madagascar como pets vem aumentando, especialmente entre pessoas interessadas em animais exóticos e de manejo mais simples”, explica Manuela.


Apesar do preconceito, os “Robsons” seguem despertando curiosidade e garantindo espaço entre as atrações mais comentadas da Fazendinha.


Serviço


A Fazendinha Via Rural 2026 funciona de segunda a sexta, das 9h às 18h, e aos sábados e domingos, das 10h às 19h no Parque de Exposições Ney Braga, durante a ExpoLondrina 2026, entre os dias 10 e 19 de abril.


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