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Bebê de quatro meses morre em Ponta Grossa e padrinhos são presos por suspeita de homicídio

23 ago 2026 às 16:30

Um bebê de quatro meses morreu na manhã deste domingo (23), em uma residência de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. Duas pessoas, um homem e uma mulher, foram presas em flagrante pela Polícia Civil, suspeitas de envolvimento na morte da criança.


Segundo a investigação preliminar, os pais teriam deixado o bebê sob os cuidados de um casal, padrinhos da criança, durante a madrugada, enquanto se ausentavam da residência. Ao retornarem pela manhã, os genitores encontraram o filho sem sinais vitais e acionaram os serviços de emergência.


Equipes foram até o imóvel e iniciaram os procedimentos para esclarecer as circunstâncias da morte. Conforme a Polícia Civil, relatos de testemunhas e o resultado preliminar do exame de necropsia apontaram asfixia como causa da morte.


Diante dos elementos reunidos inicialmente, a autoridade policial entendeu haver indícios suficientes de autoria e materialidade para determinar a prisão em flagrante dos dois adultos pelo crime de homicídio qualificado.


De acordo com o entendimento registrado no procedimento policial, o casal teria assumido voluntariamente a responsabilidade pelos cuidados do bebê, uma criança de apenas quatro meses e completamente dependente de adultos. Por isso, os investigados teriam passado a ocupar a condição de garantidores da integridade física da criança.


A investigação também apura se houve omissão no dever de cuidado durante a madrugada e se a conduta dos suspeitos ultrapassaria uma situação de simples negligência. A possibilidade de que tenham assumido o risco de produzir o resultado morte será analisada no decorrer do inquérito.


Os dois investigados foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça. A autoridade policial também representou pela conversão das prisões em flagrante em prisões preventivas.

O pedido ainda será analisado pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário, que poderão adotar entendimento diferente quanto à classificação jurídica dos fatos e à necessidade de manutenção das prisões.


A Polícia Civil ressalta que os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório e que prevalece o princípio da presunção de inocência até eventual condenação definitiva.


O inquérito policial continua em andamento para esclarecer completamente as circunstâncias da morte do bebê.

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