Uma bebê de sete meses morreu após se engasgar logo depois de se alimentar, na noite desta sexta-feira (6), no Jardim Morumbi, em Londrina. A tragédia mobilizou equipes do Siate e do SAMU.
De acordo com as informações apuradas no local, após a alimentação, a criança foi colocada para dormir. Pouco tempo depois, os pais perceberam que a bebê apresentava sinais de que algo estava errado e acionaram imediatamente o socorro médico.
As equipes de resgate chegaram rapidamente ao endereço, com apoio médico do SAMU. No momento do atendimento, a bebê já estava inconsciente e a pele já tinha coloração azulada.
Os socorristas iniciaram imediatamente os procedimentos de reanimação, incluindo massagem cardíaca, que se estenderam por mais de 40 minutos. Apesar de todos os esforços, a criança não resistiu, e o óbito foi confirmado ainda no interior da ambulância do SAMU.
O local ficou tomado por familiares, todos bastante abalados. Ao ser informada da morte da filha, a mãe da bebê passou mal e precisou ser atendida pela equipe do SAMU, após quase desmaiar.
Após os procedimentos de praxe, o corpo da bebê foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Londrina.
Esta situação é considerada uma emergência e, em casos graves, pode resultar em asfixia fatal ou perda de consciência temporária. Por isso, ações rápidas são cruciais para prevenir complicações:
O Ministério da Saúde orienta que, em casos de engasgo em bebês conscientes, a primeira medida é posicionar a criança de bruços, com a cabeça levemente inclinada para baixo, e realizar cinco batidas firmes entre as escápulas (no meio das costas), com o objetivo de desobstruir as vias aéreas.
Caso o engasgo persista, o bebê deve ser virado de barriga para cima, mantendo a cabeça apoiada, para a realização de cinco compressões torácicas, utilizando dois dedos na linha entre os mamilos. As manobras devem ser repetidas até a liberação do corpo estranho ou até a chegada do atendimento de emergência.
A pasta reforça que esses procedimentos são indicados apenas para vítimas conscientes. Em situações em que a criança esteja inconsciente, o socorro médico deve ser acionado imediatamente, sendo fundamental o atendimento hospitalar o mais rápido possível.