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Brasil e Argentina avançam na integração de controles no novo Porto Seco

14 ago 2026 às 12:28

As obras do novo Porto Seco de Foz do Iguaçu e da nova Aduana Brasil-Argentina avançam com a perspectiva de ampliar a integração entre os dois países e dar mais agilidade ao transporte de mercadorias na fronteira. Nesta sexta-feira, representantes brasileiros e argentinos visitaram a estrutura do complexo e acompanharam os preparativos para a implantação de um novo modelo de controle aduaneiro.


A visita fez parte de uma reunião bilateral realizada desde quarta-feira na sede da Alfândega da Receita Federal, em Foz do Iguaçu. Durante três dias, representantes de diferentes órgãos dos dois países discutiram a implantação do chamado controle de cabeceira única.


Na prática, a proposta é concentrar no lado brasileiro da fronteira procedimentos que atualmente são realizados separadamente por Brasil e Argentina. Com o novo modelo, os despachos aduaneiros dos dois países poderão ser realizados de forma integrada dentro do novo Porto Seco.


Segundo a Receita Federal, a nova estrutura da Aduana já está pronta. O complexo deverá permitir uma atuação mais coordenada dos órgãos responsáveis pela fiscalização e pelo controle da circulação de mercadorias.


A expectativa é reduzir o tempo e os custos das operações para transportadores, exportadores e importadores que utilizam a fronteira entre Foz do Iguaçu e a Argentina. A integração também deve permitir que os órgãos de fiscalização concentrem esforços em cargas e operações consideradas de maior risco.


Além do controle aduaneiro, o projeto prevê maior compartilhamento de informações entre os órgãos de fiscalização, migração, transporte e controle sanitário dos dois países.


A intenção é que a integração torne o fluxo de mercadorias mais rápido e eficiente, sem comprometer os mecanismos de segurança utilizados na fiscalização da fronteira.


A implantação do novo modelo ainda depende da definição dos procedimentos e das etapas necessárias para o funcionamento integrado entre os órgãos brasileiros e argentinos.

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