Com o encerramento da participação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, as atenções começam a se voltar para outro grande evento de 2026: as eleições. O mês de julho marca uma etapa decisiva do calendário eleitoral, com o início das convenções partidárias e a entrada em vigor de uma série de restrições previstas na legislação.
Quem passa por obras públicas já pode perceber uma das mudanças. As placas de identificação passaram a seguir um modelo mais discreto, sem elementos que possam caracterizar promoção institucional dos governos federal e estadual.
A partir deste período, também ficam proibidas ações de publicidade institucional dos governos e a participação de pré-candidatos em inaugurações de obras públicas. Nos canais oficiais de comunicação e agências de notícias vinculadas aos governos, as divulgações institucionais também sofrem restrições previstas pela legislação eleitoral, com o objetivo de garantir igualdade de condições entre os futuros candidatos.
Enquanto isso, quem pretende disputar as eleições ainda permanece na condição de pré-candidato. Os bastidores políticos são marcados por negociações e articulações para definir quem efetivamente participará da disputa.
O calendário eleitoral prevê três etapas fundamentais. A primeira delas são as convenções partidárias, autorizadas entre os dias 20 de julho e 5 de agosto, período em que partidos e federações oficializam seus candidatos.
Mesmo após a escolha nas convenções, ainda é necessário o registro da candidatura junto à Justiça Eleitoral. O prazo final para esse procedimento é 15 de agosto.
Somente após essa etapa é que a campanha eleitoral poderá começar oficialmente. A propaganda nas ruas, na internet, no rádio e na televisão estará autorizada a partir de 16 de agosto, dando início à reta final da corrida eleitoral até o dia da votação.