A Câmara Municipal de Londrina rejeitou, nesta terça-feira (14), a tramitação em urgência do projeto de lei que institui o novo Plano Municipal de Cultura. Por 10 votos a 8, a maioria dos vereadores decidiu que a proposta, válida para o decênio 2026-2036, deve seguir os prazos regimentais normais da Casa, sem a celeridade solicitada pelo Executivo.
A sessão extraordinária foi convocada pela Mesa Executiva devido à relevância da matéria, uma vez que o município está sem uma normativa para o setor cultural desde 2022. O principal argumento para a pressa na votação era a habilitação de Londrina em um edital do Governo do Estado. O "Programa de Apoio aos Municípios Criativos do Paraná" disponibiliza R$ 40 milhões em recursos, mas exige um plano vigente para a inscrição, cujo prazo se encerra nesta quarta-feira (15).
No plenário, a vereadora Flávia Cabral (PP), líder do prefeito, defendeu a aprovação imediata para garantir que a cidade pudesse concorrer à verba estadual. No entanto, o posicionamento não foi unânime. A vereadora Michele Thomazinho (PL) liderou o grupo contrário à urgência, sob o argumento de que o texto enviado possui lacunas jurídicas e recebeu duas propostas de emenda que precisam de análise detalhada.
O secretário municipal de Cultura, Marcão Kareca, acompanhou a sessão e destacou que o plano é essencial para a renovação dos instrumentos culturais da cidade. Segundo o secretário, a aprovação seria um passo decisivo para retomar obras paradas, como a do Teatro Municipal, que aguarda conclusão há mais de uma década. O projeto continuará em discussão nas comissões permanentes antes de retornar para votação em plenário.