Caminhoneiros que atuam no transporte internacional de cargas realizaram uma manifestação nesta segunda-feira (3) nas proximidades da Ponte da Integração, em Foz do Iguaçu. O protesto teve como objetivo pedir mudanças nas regras de circulação de veículos entre Brasil e Paraguai.
A mobilização começou por volta das 7h da manhã, próximo à aduana da nova ponte, e foi organizada pelo sindicato dos trabalhadores do transporte rodoviário. A manifestação foi acompanhada por equipes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal.
O ato ocorreu na mesma data em que passaram a valer novas regras para o tráfego na fronteira. Segundo a Receita Federal, desde a abertura da Ponte da Integração, 44.647 caminhões vazios já utilizaram a nova ligação entre os dois países.
Pelas novas normas, caminhões menores vazios passaram a utilizar a Ponte da Integração no período entre 7h e 19h. Após o carregamento no Paraguai, o retorno ao Brasil continua sendo realizado pela Ponte da Amizade.
Durante o protesto, porém, caminhoneiros que participaram da mobilização optaram por retornar pela Ponte da Amizade, como forma de apoio ao movimento.
Além dos caminhões, as regras também alteram a circulação de ônibus na região. Os veículos da linha internacional entre Foz do Iguaçu e Presidente Franco poderão utilizar a Ponte da Integração durante o dia, desde que apresentem o documento de Trânsito Vicinal Fronteiriço.
Já os ônibus internacionais de linha regular e os veículos de turismo que apenas fazem a travessia da fronteira passarão a utilizar exclusivamente a nova ponte durante as 24 horas do dia.
Outra mudança prevista amplia o horário para a circulação de caminhões vazios pela Ponte da Integração, permitindo o tráfego também entre 20h30 e 5h.
A medida que previa a mudança da rota dos ônibus de linha, que passariam pela Avenida Paraná, em frente à alfândega, a partir de 1º de agosto, foi adiada. Uma nova data ainda será divulgada.
A Receita Federal informou que não irá se manifestar sobre a alteração das rotas nem sobre o protesto realizado pelos caminhoneiros.
Os manifestantes defendem uma reunião entre autoridades brasileiras e paraguaias para discutir novamente as regras e buscar alternativas para a travessia de veículos de carga na fronteira.