Uma nevasca histórica mantém dezenas de caminhoneiros parados na fronteira entre Chile e Argentina. Alguns motoristas estão há cerca de 25 dias sem conseguir seguir viagem, diante das condições extremas provocadas pelo acúmulo de neve e pelo bloqueio das rodovias.
Entre os motoristas afetados está o cascavelense Jolívio Júnior, que enfrenta a situação dentro do próprio caminhão. Ele tem enviado imagens mostrando as condições da estrada e a dificuldade para conseguir avançar.
Em um dos momentos, o caminhoneiro conseguiu movimentar o veículo por alguns metros em uma rodovia coberta de neve. A tentativa, porém, durou pouco. Com a intensificação da nevasca, o deslocamento voltou a ficar praticamente impossível.
Nesta terça-feira (11), Jolívio relatou que a neve caiu durante toda a noite e que o volume acumulado tornou inviável até mesmo deixar o caminhão.
“Agora impossível! Muita neve, tá muito alto! Sem chance de descer do caminhão. Nevou a noite toda.”
Segundo o motorista, a intensidade da neve variou ao longo da noite, mas os períodos de maior força aumentaram ainda mais as dificuldades para quem está na região.
Além do frio intenso e da impossibilidade de seguir viagem, os caminhoneiros enfrentam dificuldades para conseguir alimentação e outros produtos básicos. Jolívio contou que precisou comprar mantimentos, mas os preços estão elevados.
“Comprei alimentação, mas é tudo muito caro.”
Sem condições de avançar, a orientação aos motoristas permanece sendo aguardar a melhora das condições climáticas e a liberação das rodovias.
Enquanto isso, caminhoneiros seguem isolados na região de fronteira, enfrentando temperaturas negativas e uma das situações mais difíceis já registradas para quem precisa cruzar o trecho entre Chile e Argentina.