Uma operação estratégica entre a Companhia de Choque da PM (Polícia Militar) de Londrina e a PF (Polícia Federal) de Londrina e Cascavel resultou em uma das maiores apreensões de eletrônicos do ano na região. Na tarde desta segunda-feira (20), as equipes interceptaram um caminhão na BR-369, em Cambé, carregado com aproximadamente 10 mil celulares contrabandeados do Paraguai.
A carga, composta por modelos que variavam entre dispositivos populares e aparelhos de alto valor agregado, está estimada em R$ 10 milhões e representa um duro golpe nas rotas de descaminho que cruzam o interior do Paraná.
Os aparelhos estavam meticulosamente distribuídos em 125 caixas e 8 sacos, escondidos no baú do veículo. Para tentar enganar a fiscalização de segurança pública, os eletrônicos foram camuflados em meio a uma carga legítima de armários que possuía nota fiscal regular. O esquema já era alvo de monitoramento das inteligências federal e estadual.
Segundo o Tenente Tiago Henrique, da PM (Polícia Militar), a precisão da abordagem foi fundamental para localizar o fundo falso sob os móveis, confirmando as suspeitas levantadas durante as investigações prévias.
O motorista do caminhão, um homem de 33 anos sem antecedentes criminais, foi preso em flagrante. Em depoimento inicial, ele afirmou que receberia R$ 5 mil pelo transporte da mercadoria até a cidade de São Paulo (SP). No entanto, os investigadores desconfiam que o valor real do frete ilegal seja consideravelmente maior, dado o montante milionário da carga e o risco logístico envolvido. O condutor foi encaminhado à Delegacia da PF (Polícia Federal) para os procedimentos cabíveis e responderá pelo crime de descaminho.
O veículo e toda a mercadoria foram levados ao pátio da RF (Receita Federal), onde será realizada a contagem detalhada e o processo de perdimento dos bens. Esta operação reforça o cerco das autoridades nas rodovias paranaenses, que servem como principais corredores logísticos para o comércio ilegal entre a fronteira paraguaia e os grandes centros consumidores brasileiros. Ações integradas como esta buscam desarticular o financiamento de grupos criminosos que dependem do lucro obtido com a venda de produtos sem o devido recolhimento de impostos.