Imagens registradas no dia 4 de junho mostram uma ocorrência fora do comum no Aeroporto Regional de Cascavel.
Segundo as informações apuradas, um passageiro foi informado de que não poderia embarcar com um power bank (carregador portátil) por conta das restrições relacionadas ao equipamento. Após receber a orientação, ele deixou a área de embarque e foi até o estacionamento do terminal.
No local, o homem destruiu o aparelho. Durante a ação, o equipamento acabou pegando fogo, chamando a atenção de pessoas que estavam nas proximidades.
As imagens registraram o momento em que o dispositivo entra em combustão após ser danificado. Apesar do incidente, não houve registro de feridos.
Atualização das regras da ANAC
Pensando na maior segurança dos passageiros em todo o Brasil, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) atualizou as regras para o transporte de artigos perigosos em aeronaves, especificamente o uso de power banks. A medida segue as novas especificações da OACI (Organização da Aviação Civil Internacional).
Em Cascavel, a Transitar, através dos Agentes de Proteção a Aviação Civil do Aeroporto Regional monitoram o transporte desses equipamentos nas bagagens de mão.
As novas regras de segurança estabelecem que esses dispositivos devem ser levados exclusivamente na bagagem de mão ou na cabine, obedecendo aos seguintes critérios:
- Quantidade: É permitido o limite máximo de 2 unidades por passageiro.
(Potência):
- Até 100 Wh: Permitidos sem necessidade de autorização prévia - a maioria dos modelos portáteis comuns fica abaixo dessa medida).
- Acima de 100 Wh a 160 Wh: São permitidos, mas exigem autorização prévia da companhia aérea. Acima de 160 Wh: Proibidos em qualquer situação.
- Uso a bordo: É proibido conectar o power bank ao celular ou a outros eletrônicos, bem como recarregar o próprio power bank durante todo o voo.
- Armazenamento: Devem permanecer guardados na sua bolsa ou mochila (item pessoal) durante o voo, e não devem ser colocados no compartimento superior de bagagens.
Os passageiros que irão transportar esse tipo de equipamento em voos, entre em contato com a companhia aérea com antecedência, tendo em vista que cada companhia pode adotar regras mais severas, com base em suas avaliações de risco operacional.