Um laudo pericial elaborado pela UETC (Unidade de Execução Técnico-Científica) de Londrina da Polícia Científica do Paraná concluiu que o automóvel Volkswagen Santana trafegava a uma velocidade mínima de 82 km/h no momento do grave acidente que resultou na morte de um jovem de 23 anos. O sinistro ocorreu no início do mês na Avenida Henrique Mansano, via pública onde o limite máximo permitido de velocidade é de 50 km/h.
O documento, assinado pelo perito criminal Luciano Bucharles, foi requisitado pela Delegacia de Delitos de Trânsito de Londrina para instruir o Inquérito Policial. A análise técnica utilizou o software VirtualDub para examinar quadro a quadro os arquivos de vídeo gravados por câmeras de segurança instaladas no trecho do atropelamento.
Perícia desmente versão sobre manobra perigosa
Além da aferição de velocidade, levantamentos complementares realizados pela perícIa técnica desmontaram a versão apresentada inicialmente pelo condutor do automóvel, que alegava ter colidido contra a motocicleta porque os ocupantes estariam realizando manobras perigosas ("empinando") na via.
As imagens e vestígios analisados pelos peritos comprovaram que a motocicleta envolvida na manobra perigosa era de cor vermelha e não pertencia às vítimas. A moto atingida pelo Santana é de cor preta e transportava dois jovens — entre eles Gustavo Gabriel, que não resistiu aos ferimentos e morreu no local, deixando dois filhos, um deles recém-nascido.
Investigação e enquadramento jurídico
De acordo com a Delegacia de Trânsito de Londrina, sob comando do delegado Jaime José, a confirmação da velocidade 32 km/h acima do limite da via e o descarte da conduta irregular da vítima são fundamentais para o encerramento das investigações.
O motorista do veículo responde ao processo em liberdade e deverá ser indiciado por homicídio no trânsito, com agravante de possível condução sob efeito de bebida alcoólica. O inquérito policial segue em andamento para posterior apreciação do MPPR (Ministério Público do Paraná).