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Casamento em presídio leva Gaeco a operação em Londrina

18 jun 2026 às 10:23

Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Londrina, em ação conjunta com o 5º Batalhão da Polícia Militar do Paraná, foi deflagrada nesta quinta-feira (18 para desarticular uma rede de comunicação utilizada pela alta cúpula de uma facção criminosa que atua em todo o país.


As investigações apontam que mulheres residentes em Londrina atuavam como intermediárias de líderes da organização presos no Sistema Penitenciário Federal (SPF), transmitindo ordens e demandas para integrantes que permaneciam em liberdade.


Esquema conhecido como "bate-bola"


Segundo o Ministério Público do Paraná, após a transferência de integrantes da chamada "Sintonia Final Geral" para presídios federais, a facção passou a utilizar o contato presencial durante visitas para manter a comunicação com o lado de fora.


A prática criminosa é conhecida como "bate-bola", método em que mensagens e determinações são repassadas verbalmente durante os encontros autorizados dentro das unidades prisionais.


De acordo com a investigação, as suspeitas recebiam essas informações e eram responsáveis por disseminar as ordens para outros integrantes da organização criminosa.


Casamento fraudulento entrou na mira da investigação


Durante as apurações, os investigadores descobriram um suposto casamento fraudulento que teria sido realizado para ampliar a rede de comunicação da facção.


Uma das investigadas, que já possuía autorização para visitar um detento por ser sua esposa, teria articulado um casamento entre outra mulher e um dos líderes da organização preso na Penitenciária Federal de Brasília.


O matrimônio foi oficialmente registrado em março de 2026 e resultou até mesmo na alteração do nome civil da mulher.


No entanto, informações oficiais do sistema penitenciário apontaram que ela nunca chegou a visitar o preso, evidenciando a ausência de qualquer vínculo afetivo.


Para o Ministério Público, o objetivo da união era exclusivamente criar um vínculo jurídico que permitisse futuras visitas e a transmissão de mensagens da liderança da facção.


Mandados cumpridos em Londrina


As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo das Garantias da 3ª Vara Criminal de Londrina.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão no imóvel compartilhado pelas investigadas, localizado na região central da cidade.


Também foram autorizadas buscas pessoais para apreensão de celulares, computadores, documentos, armas, dinheiro em espécie e outros bens que possam ter ligação com a atividade criminosa.


Investigações continuam


O Gaeco informou que as investigações seguem em andamento para identificar outros integrantes envolvidos na estrutura de comunicação da organização criminosa.


O objetivo é interromper completamente os canais utilizados pela facção para transmitir ordens entre líderes presos e membros que atuam fora dos presídios.


As autoridades destacaram que o combate à comunicação clandestina é uma das principais estratégias para enfraquecer a atuação das organizações criminosas dentro e fora do sistema prisional.

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