Cascavel ganhou mais uma ferramenta de combate ao mosquito Aedes Aegypt, o município entrou na lista dos 16 que integram o projeto Wolbito, que tem como objetivo: disseminar mosquitos que não transmitem os vírus da dengue, zika e chikungunya, para que eles acasalem com os mosquitos locais, formando uma população de mosquitos com menor capacidade de transmitir as doenças.
Atualmente, Cascavel já contabiliza 289 casos de casos de dengue e nove de chikungunya.
De acordo com a Coordenadora de Implementação da Wolbito, Kamile Kleine, o mosquito selecionado é contaminado propositalmente com uma bactéria para reduzir a capacidade de transmissão dos vírus: "Ele é comtaminado com a bactéria Wolbachia. E quando o Aedes Aegypt tem a bactéria dentro dele, reduz a capacidade de transmissão de vírus", esclarece.
O método é conduzido pela fundação Oswaldo Cruz, em parceria com o Ministério da Saúde e a empresa Wolbito do Brasil. A estratégia já foi adotada em outros estados, como São Paulo e Pernambuco, no Paraná, o projeto atua também em Foz do Iguaçu.
Segundo o Coordenador do Projeto Fiocruz, Daniel Daipert, os estudos em relação ao método são comprovados: "A gente tem estudos que mostram resultados positivos em diferentes partes do mundo, mas, podemos citar um projeto pioneiro feito em Niterói, onde tivemos uma redução de 89% dos casos", coloca.
Na prática, o projeto aplicado em Cascavel deve ser aplicado durante seis meses, mas, os resultados devem ser percebidos depois disso.