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Cascavel liga sinal de alerta: Casos de Dengue e Chikungunya disparam na região norte

15 abr 2026 às 21:54

O avanço das arboviroses voltou a mobilizar as autoridades de saúde em Cascavel, especialmente na região norte da cidade. O último boletim epidemiológico divulgado pela SESA (Secretaria de Estado da Saúde) aponta um crescimento expressivo nas notificações: apenas no bairro Morumbi já foram contabilizados 8 casos positivos de dengue, enquanto o município soma 62 confirmações em um curto período. 


A situação no bairro Periolo também é considerada crítica, sendo monitorada de perto por armadilhas que indicam alta circulação do mosquito Aedes aegypti. Para conter a proliferação, mais de 70 agentes de combate a endemias estão nas ruas com a meta de vistoriar cerca de 2.600 residências, embora o trabalho ainda enfrente resistência de moradores que impedem a entrada das equipes de fiscalização da Vigilância em Saúde.


O Peso das Sequelas e o Perigo nos Detalhes

Para quem já contraiu doenças como a chikungunya, o cuidado é redobrado devido à gravidade das sequelas. A costureira Leonora Ramos Alves relata que, mesmo um ano após o diagnóstico, as dores intensas nas articulações persistem, evidenciando o impacto de longo prazo das arboviroses na qualidade de vida. 


O perigo, no entanto, muitas vezes reside em hábitos domésticos aparentemente inofensivos. Durante vistorias nesta semana, agentes encontraram larvas em tambores de armazenamento de água da chuva, um criadouro comum que reforça a necessidade de vedação total de qualquer recipiente. A gerente de Vigilância em Saúde, Clair Wagner, alerta que o mosquito demonstra alta capacidade de adaptação, utilizando qualquer acúmulo de água para depositar seus ovos, independentemente da pureza do líquido.


Monitoramento Estratégico e Prevenção


A Secretaria Municipal de Saúde utiliza tecnologias como as "ovigrampas" (armadilhas de monitoramento de ovos) para identificar áreas de alta infestação antes mesmo da manifestação de casos humanos. Clair Wagner ressalta que a queda nas temperaturas não elimina o risco, apenas desacelera o ciclo de eclosão, mantendo o mosquito em circulação. 


As autoridades de segurança pública e saúde reforçam que sintomas como febre alta, dores atrás dos olhos e manchas vermelhas exigem busca imediata por atendimento médico em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento). A recomendação enfática é evitar a automedicação, especialmente o uso de anti-inflamatórios, que podem agravar o quadro clínico em casos de dengue hemorrágica.

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