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Cascavel se transforma na capital das energias renováveis neste mês

15 out 2022 às 08:49

O Brasil caminha a passos largos para se tornar muito em breve, modelo em eficiência energética para o mundo. Não diferente é o Paraná, um dos estados com mais investimentos nesta área no País, seja na cidade ou no campo. 


Diante dessa realidade, a AREAC (Associação Regional dos Engenheiros Agrônomos de Cascavel), juntamente com a FEAPR (Federação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná), IDR-Paraná, Sindicato Rural de Cascavel e Codesc (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Sustentável de Cascavel), de 26 a 28 de outubro, a 1ª Feira Paranaense de Energias Renováveis, no Centro de Convenções e Eventos de Cascavel.


Durante os três dias, a programação se estenderá das 14h às 21h, reunindo especialistas no assunto, empresas do segmento, instituições financeiras e o consumidor em geral. A entrada é franca. Os patrocinadores diamante são Confea/CREA, Ilumisol e Biowats.


O primeiro dia será dedicado a palestras sobre energia solar. No segundo dia de evento, será a vez de debater temas relacionados à energia de biomassa e no terceiro e último dia, as palestras serão ministradas por empresas participantes e Codesc, com o objetivo de demonstrar a viabilidade financeira das energias renováveis. 


Para o presidente da AREAC, Engenheiro Agrônomo Cesar Veronese, a feira será uma oportunidade singular a empresários, produtores e público em geral, de conhecer por meio de palestras técnicas e estandes, todo o potencial deste segmento no Brasil. “Será um grande marco para Cascavel e ao Paraná na utilização dessas energias sustentáveis”.


A sustentabilidade deixou de ser um mote de campanhas publicitárias para virar realidade no Brasil. Dentro deste pensamento, o setor de energias renováveis é um dos mercados que mais se desenvolve no Brasil, devido à diversificação de vertentes. São exemplos de fontes renováveis a hídrica (água dos rios), solar, eólica (ventos), biomassa (matéria orgânica), geotérmica (interior da Terra) e oceânica (marés e ondas).


O clima vem ficando cada vez mais instável por conta do aquecimento global, fruto da emissão de gases poluentes. O primeiro sinal deste impacto é sentido nos polos, por conta do aumento da temperatura da terra influenciando no degelo de grandes blocos. As estações do ano também estão mais longas e estáveis.

As energias alternativas se constituem no uso de recursos naturais disponíveis em abundância e ciclicamente renovados pela natureza. As energias limpas geram menor impacto no meio ambiente, em comparação com as fontes convencionais e produzem menos GEE (Gases de Efeito Estufa). Para se ter uma ideia do potencial de energia solar, segundo estimativas, se toda a energia do sol pudesse ser aproveitada, ela seria capaz de gerar mais de 1.800 vezes a energia consumida no mundo.


O evento em Cascavel ocorrerá em um momento em que o Brasil ultrapassa a marca histórica de 18 gigawats de potência instalada de energia solar. Conforme recente mapeamento, de janeiro a agosto deste ano, a energia solar cresceu 38,4%. A energia solar já é a terceira matriz energética da matriz elétrica brasileira.


Por sua vez, a energia hídrica utiliza como fonte as águas dos rios. É a energia potencial da água em movimento, que também pode ser acumulada no reservatório da hidrelétrica. Um bom exemplo é a Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu. É captada por meio de gigantescos e potentes geradores que transformam a energia mecânica em elétrica.


Atualmente, a energia gerada por meio de biomassa corresponde a 8,8% do total da matriz energética brasileira. No planejamento de acréscimo de potência em megawatts ao sistema até o ano de 2028, a fonte por biomassa supera a expectativa de incremento de fonte por hidrelétrica, que não deve passar de 1.406,14 MW. O maior incremento deverá vir das fontes eólicas (13.123,78 MW) e solar (32.284,36 MW).


Via: Assessoria de Imprensa da AREAC

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