Há mais de quatro anos, a guerra entre Rússia e Ucrânia mudou a vida de milhões de pessoas e transformou cidades inteiras em cenários de destruição.
O conflito, considerado o maior e mais longo da Europa desde a Segunda Guerra Mundial, ultrapassou a marca de 1.500 dias em 2026 e segue mobilizando esforços humanitários de pessoas do mundo inteiro.
Entre os voluntários que decidiram deixar a própria rotina para ajudar em meio ao caos da guerra está um cascavelense de 37 anos.
Ex-militar e também ex-agente da Defesa Civil do Paraná, ele deixou o Oeste do Estado para atuar na Ucrânia motivado pelo sentimento de solidariedade.
Nas redes sociais, o paranaense mantém contato com familiares e amigos, compartilhando um pouco da realidade vivida diariamente em uma região marcada pelos bombardeios e pela insegurança constante.
Conhecido pelo codinome “Americano”, ele relata uma rotina extremamente difícil, marcada por improvisos e limitações.
Segundo os relatos publicados por ele, há períodos em que chega a ficar até 40 dias sem banho devido às condições enfrentadas no local.
Além disso, a falta de alimentação também faz parte da realidade dos combatentes e voluntários.
Em muitas situações, a comida destinada aos soldados chega por meio de drones, que acabam sendo abatidos pelo exército inimigo antes de alcançar o destino.
Outro desafio constante é o frio intenso enfrentado durante boa parte do ano.
O cascavelense já atuou diretamente na linha de frente do conflito, mas atualmente trabalha no apoio a soldados feridos durante ataques e bombardeios.
A missão dele hoje é auxiliar colegas atingidos pela guerra e prestar suporte em meio aos momentos mais críticos do conflito.
Mesmo longe do Brasil, ele afirma seguir motivado pela tentativa de ajudar um povo que, segundo ele, deseja apenas voltar a viver dias de paz.