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Cascavelense atua como voluntário na guerra entre Rússia e Ucrânia

25 mai 2026 às 12:38

Há mais de quatro anos, a guerra entre Rússia e Ucrânia mudou a vida de milhões de pessoas e transformou cidades inteiras em cenários de destruição.


O conflito, considerado o maior e mais longo da Europa desde a Segunda Guerra Mundial, ultrapassou a marca de 1.500 dias em 2026 e segue mobilizando esforços humanitários de pessoas do mundo inteiro.


Entre os voluntários que decidiram deixar a própria rotina para ajudar em meio ao caos da guerra está um cascavelense de 37 anos.


Ex-militar e também ex-agente da Defesa Civil do Paraná, ele deixou o Oeste do Estado para atuar na Ucrânia motivado pelo sentimento de solidariedade.


Nas redes sociais, o paranaense mantém contato com familiares e amigos, compartilhando um pouco da realidade vivida diariamente em uma região marcada pelos bombardeios e pela insegurança constante.


Conhecido pelo codinome “Americano”, ele relata uma rotina extremamente difícil, marcada por improvisos e limitações.


Segundo os relatos publicados por ele, há períodos em que chega a ficar até 40 dias sem banho devido às condições enfrentadas no local.


Além disso, a falta de alimentação também faz parte da realidade dos combatentes e voluntários.


Em muitas situações, a comida destinada aos soldados chega por meio de drones, que acabam sendo abatidos pelo exército inimigo antes de alcançar o destino.


Outro desafio constante é o frio intenso enfrentado durante boa parte do ano.


O cascavelense já atuou diretamente na linha de frente do conflito, mas atualmente trabalha no apoio a soldados feridos durante ataques e bombardeios.


A missão dele hoje é auxiliar colegas atingidos pela guerra e prestar suporte em meio aos momentos mais críticos do conflito.


Mesmo longe do Brasil, ele afirma seguir motivado pela tentativa de ajudar um povo que, segundo ele, deseja apenas voltar a viver dias de paz.

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