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Cascavelenses estão preocupados com aparecimento de "super-formigas"

06 out 2021 às 09:54

A equipe da Tarobá recebeu diversas mensagens de cascavelenses que estão preocupados com o aparecimento de uma espécie de formiga. 

Vídeos foram registrados nos bairros Parque São Paulo, Maria Luiza, Centro e Universitário. 

De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, esses insetos fazem parte de revoada de insetos, que é fundamental na reprodução deles, em setembro e outubro, e que pode se estender até dezembro devido à falta de chuvas. 

"A revoada começa a ocorrer após cerca de três anos (38 meses) da fundação da colônia, quando o formigueiro passa a ser considerado adulto, sendo depois repetida todos os anos. Depois desse período, o formigueiro libera, anualmente, grande número de formigas sexuadas e aladas (içás e bitus) para nova revoada", explica a secretaria. 

Ainda conforme a secretaria, "a revoada se inicia com uma grande movimentação das operárias no entorno do formigueiro e elas se tornam muito agressivas com qualquer intruso no perímetro dos olhos que serão utilizados para a liberação". 

"Antes de levantar voo, as fêmeas põem um fungo na boca e depois liberam no ar um feromônio. A substância atrai os machos da espécie. Depois de serem fecundadas, as fêmeas perdem as asas e somente as fêmeas fecundadas sobrevivem. Já para os machos não há escapatória: todos morrem depois da revoada", explica.

Cortadeiras

"As conhecidas formigas cortadeiras têm causado prejuízos no perímetro urbano e na área rural da cidade, devorando tudo que encontram pela frente. As partes das plantas cortadas pelas saúvas são levadas para o formigueiro, onde servem de substrato para o cultivo do fungo do qual se alimentam. A Sema faz o controle biológico dos formigueiros nas praças e parques e cabe a cada morador fazer o controle das formigas em suas propriedades", ressalta a Secretaria de Meio Ambiente.

Os métodos de controle podem ser químicos, físicos ou alternativos. 

"O mecânico consiste no uso de cones presos ao tronco das árvores para impedir o acesso das formigas, captura da rainha em formigueiros jovens, uso de água quente entre outros. No biológico ocorre o estímulo por inimigos naturais, como pássaros, fungos e outros. Já o químico, que é o mais eficiente, pode ser feito por polvilhamento, termoebulização e uso de iscas", detalha a Sema. 

Confira matéria sobre o assunto que foi ao ar no Jornal da Tarobá 1ª edição:



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