O desaparecimento da fotógrafa Ana Paula, em Sapopema, reacendeu o debate sobre a segurança em trilhas e áreas de difícil acesso. Especialistas alertam que o planejamento, o uso de equipamentos adequados e o conhecimento do percurso são fatores essenciais para reduzir os riscos durante atividades em meio à natureza.
Antes de iniciar uma trilha, a recomendação é que os visitantes estejam preparados com roupas e calçados apropriados, além de itens indispensáveis, como kit de primeiros socorros, medicamentos de uso contínuo, água e, sempre que possível, equipamentos de comunicação.
Outro ponto considerado fundamental é conhecer o trajeto ou estar acompanhado por pessoas experientes na região, especialmente em locais de difícil acesso, como cachoeiras, cânions e áreas de mata.
Falta de estrutura preocupa especialistas
Grande parte das trilhas e cachoeiras da região de Londrina e de outras regiões do país não possui estrutura adequada para garantir a segurança dos visitantes. Em muitos casos, esses atrativos estão localizados em propriedades particulares, onde é cobrada apenas a taxa de entrada, sem a oferta de suporte, orientação ou acompanhamento durante o percurso.
Para especialistas, esse cenário aumenta os riscos de acidentes e dificulta o atendimento em situações de emergência.
Casos recentes reforçam debate
O desaparecimento de Ana Paula, em Sapopema, soma-se a outros episódios que marcaram a região, como o desaparecimento de Roberto Farias, no Pico Paraná, e o caso de jovens envolvidos em um acidente na Cachoeira do Tatu, em Londrina.
Na avaliação do especialista ouvido pela reportagem, esses episódios demonstram a necessidade de maior fiscalização e de investimentos em segurança nas áreas de visitação.
A orientação é que proprietários de áreas particulares e o poder público atuem em conjunto para melhorar a infraestrutura, com sinalização, acompanhamento de visitantes e medidas preventivas que possam reduzir os riscos e tornar as trilhas mais seguras para a população.