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Caso de cárcere privado em Rolândia expõe avanço da violência contra mulheres

09 mar 2026 às 13:42

O Brasil registrou 6.904 casos de violência doméstica em 2025, o que representa um aumento de 34% em relação ao ano anterior, segundo dados do Monitor de Feminicídios. O índice nacional reflete uma média de seis mulheres mortas por dia e inclui tanto crimes consumados quanto tentativas.


No Paraná, um caso recente envolve uma mulher de 39 anos, moradora de Rolândia, que permaneceu 18 dias em cárcere privado pelo marido e atualmente recebe atendimento na Santa Casa de Cambé, após sofrer agressões físicas.


Vítimas de violência doméstica podem acessar o sistema hospitalar por busca direta ou por meio de regulação via Samu e Siate. O protocolo padrão estabelece o acionamento imediato da Polícia Militar e a articulação com órgãos de assistência.


No ambiente hospitalar, exames de imagem e laboratoriais são utilizados para documentar as lesões e subsidiar processos judiciais.


Em Londrina, o Hospital Universitário mantém uma equipe multidisciplinar, formada por médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais, capacitados para identificar sinais de violência e abusos, que nem sempre aparecem de forma explícita no momento da admissão do paciente.


A rede de proteção local é composta por cerca de 50 instituições e órgãos diversos. O Centro de Atendimento à Mulher (CAM), vinculado à Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, é responsável por gerenciar demandas por abrigo e outros encaminhamentos.


O município de Londrina também oferece acolhimento em local sigiloso para mulheres em risco iminente de vida, que podem ser acompanhadas por filhos de até 18 anos ou outros dependentes adultos sob sua responsabilidade.

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