Uma ocorrência de violência doméstica mobilizou equipes da PM (Polícia Militar) na zona leste de Londrina e resultou na condução de dois homens à delegacia, na tarde desta segunda-feira (06). O caso, classificado pelas autoridades como complexo e confuso, envolveu denúncias de traição, violência psicológica e o monitoramento de uma possível arma de fogo.
De acordo com o relato do capitão Emerson Castro, o desentendimento começou entre o principal suspeito e a namorada. O homem teria ido até uma casa de massagem — local onde a jovem trabalhou anteriormente — sob a justificativa de checar se ela havia retornado à atividade. Por outro lado, a vítima alegou que foi ao estabelecimento para flagrar uma suposta traição do companheiro. Após o atrito no local, o homem não aceitou a situação, recrutou um de seus funcionários e foi até a residência da mulher para proferir ameaças de morte.
Prisão e apreensão em cerco policial
A Polícia Militar foi acionada e compareceu à residência para prestar atendimento à vítima. Enquanto os policiais militares colhiam as informações para a confecção do boletim de ocorrência, o veículo do suspeito — descrito como um ônibus de cor vermelha — passou em frente ao imóvel.
Os policiais iniciaram um acompanhamento tático e conseguiram abordar o veículo. No interior do automóvel, as equipes encontraram uma grande quantidade de bebidas alcoólicas, uma porção de cocaína e um simulacro de arma de fogo. O motorista e o funcionário receberam voz de prisão em flagrante por violência psicológica e ameaça, no âmbito da Lei Maria da Penha.
Busca por armamento real
A principal preocupação das forças de segurança no momento é a localização de uma arma de fogo verdadeira. Apesar de terem encontrado apenas a réplica com o rapaz, a PM teve acesso a registros fotográficos e em vídeo que mostram o investigado empunhando uma arma real recentemente.
"Ele ameaçou, disse que vai fazer o mal e tem uma arma. Essa jovem está morrendo de medo. Se ele ameaçou e ainda pode ser usuário de entorpecentes, o potencial de risco é gigante", alertou o capitão Emerson Castro.
A Polícia Militar realiza diligências pela região para desarmar o suspeito e garantir a integridade física da vítima. Informações sobre o paroleiro do armamento podem ser repassadas de forma anônima e com sigilo garantido pelos telefones oficiais 190 e 181.