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Caso Edna Storari: Júri de acusados da morte de empresária acontece nesta quinta

14 set 2023 às 08:41

Acontece nesta quinta-feira (14), o Júri Popular do caso da morte da empresária Edna Storari, de 56 anos. O Júri acontece no Fórum de Marechal Cândido Rondon.


Conforme as investigações da Polícia Civil, Edna foi morta pelo seu ex-companheiro e os dois filhos do homem. O ex-companheiro da mulher, Luis Carlos Rissato, e os filhos dele Guilherme Henrique Rissato e Amabile Carla Rissato foram denunciados pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e feminicídio, e também por fraude processual e ocultação de cadáver.


Luan Rafael Ferreira de Lima, companheiro de Amabile, foi denunciado pelo crime de fraude processual e atualmente usa tornozeleira eletrônica.


O corpo de Edna nunca foi localizado. O Júri pode ser acompanhado pelo Youtube.


O caso


Edna desapareceu no dia 21 de setembro de 2021. Na época, os filhos afirmaram que a mulher saiu em missão junto de um casal, supostamente por uma igreja. Ela teria informado aos familiares que estava indo sem celular e apenas com uma quantia em dinheiro, rumo a Assunção no Paraguai, e que entraria em contato para dar notícias, mas desde então, nunca mais falou com os familiares.


Dias depois, a Polícia Civil que estava investigando o caso, prendeu preventivamente Luis Carlos Rissato pela morte da mulher.


Na época, segundo o Delegado do caso, Dr. Rodrigo Baptista, a filha de Edna procurou a Polícia Civil de Marechal, no dia 27 de setembro, onde relatou que a mãe estaria  desaparecida e que não fazia comunicação há cerca de uma semana. A Polícia então iniciou diligências e investigadores foram até a casa da vítima, onde foram recebidos pelo companheiro de Edna, que alegou estar saindo para realizar o Boletim de Ocorrência.


Segundo o homem, a vítima teria viajado com outras duas pessoas em missão ao Paraguai, não levando o celular e tendo ainda pedido para ele a formatação do aparelho. Em averiguações, a Polícia Civil encontrou evidências que divergiam do depoimento prestado pelo seu companheiro, além de se ter constatado que o homem, dias após o sumiço de Edna, teria pedido à vizinhos que apagassem imagens de câmera de segurança. 


Com a divergência entre os elementos investigados pela PC e o depoimento do homem, foi solicitado ao poder judiciário um mandado de prisão preventiva do suspeito, que foi concedido. Os policiais então realizaram a prisão do companheiro de Edna, que deve ser investigado pelos crimes de homicídio e fraude processual.


Após a prisão, o homem negou os fatos e continuou dando sua versão da história. A Polícia Civil seguiu em diligências, afim de comprovar as evidências e encontrar a vítima e 75 dias após o inicio da investigação, concluiu o inquérito policial.


Conforme o delegado Rodrigo Baptista, foram 75 dias de investigação e 82 dias do desaparecimento da empresária até a conclusão do inquérito.


Segundo o delegado, um dia antes da morte de Edna, em 19 de setembro ela teve um encontro com uma amiga e contou que teve uma briga por motivos banais com o marido e também teria relatado que pretendia se separar. 

No dia 20, ela fez um último contato com a amiga bem cedo e desde então não foi mais vista. No mesmo dia as investigações conseguiram apurar que no telefone do suspeito, ele trocou mensagens com o filho, dizendo que quando ele chegasse em casa faria "o que havia combinado".


No dia 21 quando ela já estaria morta, mensagens foram enviadas pelo celular de Edna para as filhas dela, mas os erros de grafia cometidos levantaram a suspeita que não era a empresária que escrevia. Neste mesmo dia o marido de Edna enviou outra mensagem para o filho, informando que ao chegar em casa colocaria o 'negócio' na Van. A polícia suspeita que seria o corpo da rondonense. 


Depois, outras atitudes do marido de Edna confirmaram a suspeita da polícia de que ele tinha envolvimento no crime: ele apagou todos os arquivos do celular dela alegando que ela havia viajado para o Paraguai em uma missão e teria pedido que ele fizesse isso; ele também teria tentado pedir que vizinhos deletassem imagens de câmeras de segurança. 


Em relação ao paradeiro do corpo, a polícia não conseguiu apurar com base o que realmente teria acontecido. "Foram levantadas várias hipóteses que circularam pela cidade, mas nenhuma delas foi confirmada" disse Rodrigo. Edna mantinha a união estável com o suspeito há oito anos. E segundo apontaram as investigações, havia conflitos de relacionamento entre ela e os enteados.