A Catedral Basílica Menor Nossa Senhora de Lourdes, em Apucarana, será reaberta neste sábado (10). A confirmação foi anunciada durante uma coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (6), quando foram detalhados os estragos causados pelo forte temporal que atingiu o município em 21 de setembro e atualizada a situação dos reparos na estrutura. Apesar dos ventos de quase 125 km/h e da chuva de granizo, o interior do templo sofreu danos pontuais.
O cura da catedral, padre Valdecir Ferreira, confirmou que o local está apto a voltar a receber cerimônias. “Eles acontecerão aqui na catedral no próximo sábado tranquilamente. Todos os matrimônios que anteriormente haviam sido remanejados por precaução já estão sendo realocados, e os noivos estão sendo comunicados de que a catedral está aberta para a realização dos casamentos”, garantiu o sacerdote. Entre outubro e dezembro, estão previstos 19 casamentos no local.
O padre também apresentou um balanço dos danos materiais no interior da igreja. “As imagens sacras não foram danificadas, nenhuma delas. No mesmo dia, nós retiramos a imagem da padroeira e, no dia seguinte, todas as outras. Os vitrais, que são vitrais artísticos, nós também, por uma graça divina, não tivemos nenhum dano, ficando apenas os vidros do coro, uma parte do forro do coro e duas televisões que foram quebradas com a força do granizo”, detalhou Ferreira.
Ele acrescentou que o afresco principal da abóbada, as caixas de som e o órgão da paróquia permaneceram intactos. A porta principal chegou a ceder levemente com a força do vento, mas voltou ao lugar, necessitando apenas de manutenção em um bloco de madeira.
Presente na coletiva, o bispo da Diocese de Apucarana, Dom Carlos José de Oliveira, manifestou solidariedade às pessoas afetadas e destacou o amplo impacto do fenômeno climático. “Assustados ficamos com a realidade da tempestade, da chuva que inicialmente não poderíamos imaginar que traria tantas situações difíceis para a nossa cidade, tantas famílias em dificuldade, ambientes de trabalho, inclusive creches, escolas também, e também as nossas igrejas, de modo muito particular a nossa catedral”, declarou.
A paróquia concentra agora os esforços na recuperação da cobertura, que teve um terço do telhado arrancado pelo vento. Segundo o padre Valdecir, uma estrutura provisória foi instalada, e as telhas começaram a ser recolocadas e parafusadas em caráter emergencial para conter a entrada de água.
Para ajudar a custear as obras e auxiliar as famílias afetadas no município, a Diocese está promovendo campanhas de arrecadação. Os fiéis interessados em contribuir para a restauração da catedral podem fazer doações via Pix ou entrar em contato diretamente com a secretaria paroquial.
Avaliação estrutural e umidade
O engenheiro civil Eden Corbacho, que auxilia a Diocese na avaliação do templo, tranquilizou a população quanto ao risco de desabamento do telhado ou das paredes, mas explicou os motivos da interdição preventiva. “Estruturalmente, em termos de tesouras, estruturas de madeira e alvenaria, concreto, está perfeito”, garantiu.
O especialista esclareceu que o risco atual não está relacionado à estrutura do prédio, mas à quantidade de água absorvida pelo forro interno após o destelhamento. “O que nós tivemos, provocado pela chuva, foi a umidade no gesso. Esse forro de gesso, ele é em estuque. É um material muito poroso, com alto grau de absorção”, detalhou Corbacho.
Para garantir a segurança da reabertura, o laboratório de engenharia responsável retornará a Apucarana nesta sexta-feira para realizar novas medições. A liberação do prédio histórico dependerá da confirmação de que o forro de estuque atingiu níveis seguros de secagem.