O que começou como uma oportunidade de renda extra acabou se transformando em um grande problema para centenas de pessoas no Paraná.
As vítimas afirmam ter sido alvo de um suposto golpe envolvendo a venda de joias consignadas.
Silvana, que trabalha há anos como cabeleireira, conta que recebeu uma proposta para vender joias. Ela assinou uma nota promissória, recebeu os produtos consignados e começou as vendas.
Segundo ela, após enfrentar problemas de saúde, precisou devolver as mercadorias e acertar as contas com a empresa. Anos depois, porém, foi surpreendida com um processo judicial cobrando valores altos que, segundo ela, não seriam devidos.
Silvana afirma que a situação trouxe impactos até mesmo para o convívio familiar. A história, segundo as vítimas, se repete em várias cidades do Paraná.
Ana Maria relata que também foi abordada em um salão de beleza e aceitou trabalhar com a venda das joias para complementar a renda. No entanto, afirma que o negócio acabou gerando prejuízos e cobranças inesperadas.
De acordo com os relatos, mais de 800 pessoas afirmam ter recebido notificações extrajudiciais cobrando valores que não corresponderiam aos acordos assinados.
As vítimas também alegam suspeitas de falsificação de assinaturas em documentos apresentados nos processos.
Leandro, morador de Maringá, afirma que nunca realizou negociações com o empresário citado nas denúncias, mas mesmo assim recebeu notificação de cobrança.
Em Cascavel, advogados de algumas vítimas pediram à Justiça a suspensão de uma execução baseada em nota promissória após o surgimento de novas denúncias contra o empresário investigado.
A defesa também solicita que processos semelhantes sejam analisados em conjunto diante da quantidade de pessoas que relatam problemas parecidos.