A cesta básica de Londrina teve alta de 6,24% em setembro na comparação com agosto e chegou a R$ 716,68. No mês anterior, o valor era de aproximadamente R$ 674. Segundo o especialista Marcos Rambalducci, dos 13 produtos que compõem a cesta, nove registraram aumento de preço e quatro tiveram queda.
Na comparação com janeiro, quando a cesta custava R$ 636, a alta supera 12%. O avanço dos preços pesa principalmente sobre o orçamento das famílias de menor renda. Entre as maiores altas estão o arroz, que subiu cerca de 20%, o tomate, com alta próxima de 18%, e o açúcar, que ficou aproximadamente 17% mais caro.
De acordo com a análise, o aumento do arroz está relacionado à recomposição dos estoques e à redução da área plantada. Já o tomate foi afetado pelas baixas temperaturas e pelas chuvas, que reduziram a oferta do produto.
Na outra ponta, alguns itens ficaram mais baratos. O café teve queda de quase 8%, enquanto o feijão recuou 8,8%, a margarina caiu 9% e o leite também apresentou redução.
Embora a carne não tenha registrado uma das maiores altas percentuais, o produto foi apontado como o de maior impacto na composição da cesta, por representar cerca de 44% do valor total.
Na comparação entre setembro do ano passado e setembro deste ano, a cesta básica acumulou alta superior a 12%, enquanto a inflação oficial acumulada no mesmo período está em torno de 4,9%.
Segundo Rambalducci, o salário mínimo perdeu 4,4% do poder de compra em relação à cesta básica na comparação entre janeiro e setembro do ano passado e o mesmo período deste ano.
Para os próximos meses, a previsão não é de queda generalizada dos preços. As chuvas intensas podem pressionar os valores da batata, do tomate e da banana, além de dificultar a colheita e encarecer o transporte.
A carne também pode registrar novas altas diante do aumento da demanda no fim do ano, especialmente durante o período de festividades.
Diante desse cenário, a recomendação ao consumidor é pesquisar os preços em diferentes supermercados, já que podem existir diferenças significativas nos valores. Outra orientação é substituir produtos que estejam mais caros por alternativas em oferta, principalmente entre hortaliças e outros itens sazonais.