A rodoviária de Londrina voltou a registrar goteiras, infiltrações e alagamentos após as chuvas do último final de semana, que acumularam mais de 100 milímetros de precipitação. O problema crônico motivou um pronunciamento do prefeito Tiago Amaral nesta segunda-feira (18), que confirmou a elaboração de um projeto emergencial para recuperar o teto e os banheiros do terminal, além de reorganizar a estrutura para uma futura concessão à iniciativa privada.
Na entrada principal do prédio e no piso superior, funcionários da manutenção utilizam baldes de diversos tamanhos e faixas de isolamento para tentar conter a água e evitar quedas, principalmente de idosos. O piso escorregadio e as poças d'água espalhadas pelo terminal aumentam o risco de acidentes para os passageiros. Além disso, a escada rolante apresentou falhas e parte dos banheiros masculinos e femininos permanece interditada com cadeados, limitando as opções de sanitários para o público.
O terminal rodoviário, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, sofre com a falta de investimentos estruturais acumulada ao longo de décadas. O prefeito Tiago Amaral afirmou que a administração municipal trabalha no ordenamento diário do espaço antes de definir o modelo de operação privada. "A primeira coisa que a gente está fazendo é o projeto agora pra gente recuperar essas áreas que estão degradadas", declarou o prefeito, que destacou a urgência em resolver a situação do teto e dos banheiros.
Apesar do anúncio das intervenções e da intenção de repassar a gestão da rodoviária para uma empresa particular, a prefeitura ainda não definiu um prazo para o início e a conclusão das obras. Enquanto o processo de licitação não avança, os usuários e trabalhadores do local continuam convivendo com os transtornos causados pelas chuvas no cartão-postal da cidade.