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Cismepar define empresa para concluir obras do CER em Londrina

22 jun 2026 às 15:20

A retomada das obras do futuro Centro Especializado em Reabilitação (CER) de Londrina avançou para uma nova etapa com a seleção da empresa responsável por concluir a estrutura. No momento, o processo de licitação encontra-se na fase de análise documental e a expectativa é que a assinatura da ordem de serviço ocorra em até 30 dias.


O diretor executivo do Cismepar (Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema), Diego Buffalo, estima que os trabalhos sejam concluídos em 12 meses, prevendo a entrega definitiva da unidade para o início de 2027.


O projeto acumula um histórico de entraves operacionais. O terreno de 15.600 metros quadrados, localizado na Zona Oeste da cidade, foi doado pela Prefeitura de Londrina em 2017. A construção começou em 2021, com previsão inicial de entrega para agosto de 2022.


Após aditivos e atrasos nos repasses do Ministério da Saúde, a antiga empreiteira executora, sediada em Curitiba, solicitou o reequilíbrio econômico-financeiro do contrato. O aporte extra foi autorizado pelo consórcio no início de 2024, mas a empresa abandonou o canteiro de obras logo em seguida.


Deterioração e multa de R$ 1 milhão


Atualmente, a estrutura de 1.600 metros quadrados de área construída está abandonada há mais de dois anos, paralisada com aproximadamente 56% dos serviços executados. Devido ao longo período de exposição às intempéries e à falta de conservação, partes da edificação já apresentam sinais visíveis de deterioração e vandalismo, o que exigirá reparos estruturais antes do avanço do cronograma.


Em razão do descumprimento contratual, o Cismepar mantém em andamento um processo administrativo de responsabilização contra a antiga construtora. A empresa infratora poderá receber uma multa pedagógica de até R$ 1 milhão, além de sanções restritivas que impedem o grupo de licitar com o poder público.


Orçamento e modelo de gestão


Para a conclusão definitiva da unidade e a restauração das alas danificadas pelo abandono, a nova empreiteira terá um orçamento teto disponível de R$ 3,7 milhões.


Paralelamente às intervenções físicas na Zona Oeste, a direção do consórcio estuda a viabilidade técnica para a contratação do futuro quadro de funcionários da saúde. A gestão avalia dois modelos jurídicos para o preenchimento das vagas de médicos e terapeutas:


  • Abertura de concurso público próprio sob o regime estatutário;


  • Terceirização da gestão assistencial via empresa especializada na área médica.


Capacidade de atendimento regional


Quando estiver em pleno funcionamento, o CER atuará no atendimento interdisciplinar de média e alta complexidade, com foco na reabilitação de pacientes com deficiências intelectuais, auditivas e físicas.

A projeção do Cismepar é realizar entre 2.500 e 3.000 atendimentos mensais. A unidade de saúde prestará assistência regulada para moradores de 21 municípios integrados ao consórcio regional, consolidando Londrina como o principal polo de saúde especializada do Norte do Paraná.

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