A Câmara Municipal de Londrina se prepara para votar a representação contra a vereadora Anne Moraes. Após a Comissão de Ética enviar o relatório final à Mesa Executiva, os parlamentares decidirão em plenário se abrem ou não uma Comissão Processante (CP). Para que a investigação avance, o protocolo exige o voto favorável de 13 dos 19 vereadores.
De acordo com o vereador Mestre Madureira (PP), caso a CP seja aprovada, terá início uma fase de coleta de provas e depoimentos.
Entenda as denúncias
O caso que motivou a representação partiu de uma investigação do Ministério Público (MP). A suspeita é de que advogados lotados no gabinete da vereadora estariam atuando em processos de interesse estritamente pessoal de Anne Moraes, o que pode configurar o crime de peculato.
Além desta frente, o Conselho de Ética acompanha uma segunda denúncia grave: a de "rachadinha". Segundo a acusação, a vereadora teria exigido parte do salário de um assessor para custear os honorários de um advogado particular.
Ausência e defesa
A vereadora Anne Moraes havia se comprometido a conceder uma entrevista ao vivo para a Tarobá para esclarecer os fatos, porém, deixou o prédio da Câmara antes do horário combinado. Por meio de nota, a parlamentar informou que um imprevisto a impediu de falar com a reportagem, mas que mantém sua posição de transparência com o processo.
Caso Valdir Santa Fé
A situação de outros parlamentares também está sob o radar do MP. O vereador Valdir Santa Fé é investigado por um suposto esquema de repasse de salários de assessores para quitar dívidas de sua campanha eleitoral. No entanto, o Conselho de Ética informou que, até o momento, não recebeu nenhuma representação formal contra ele, aguardando o avanço do inquérito civil para tomar providências no âmbito legislativo.