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Colégio particular de Londrina corta bolsa integral de aluno e descumpre liminar; família recorre

28 jan 2026 às 16:01

Um adolescente de 13 anos, conhecido pelo desempenho escolar exemplar e por obter notas máximas em diversas disciplinas, está impedido de frequentar as aulas no colégio particular onde estuda em Londrina. Em 2023, o jovem conquistou o primeiro lugar em um concurso de bolsas, garantindo isenção integral das mensalidades até o fim do Ensino Médio. No entanto, ao final do ano passado, a diretoria da instituição surpreendeu os pais ao anunciar o corte de todos os benefícios para o ano letivo de 2026.


A família, representada pela advogada Denise Oliveira, recorreu à Justiça e obteve uma decisão liminar da 10ª Vara Cível de Londrina, que determinou a manutenção imediata da bolsa de estudos. Segundo a defesa, o colégio estaria ignorando a ordem judicial, o que levou os pais a registrarem um Boletim de Ocorrência por desobediência. Com o início das aulas marcado para a próxima semana, o aluno ainda não teve a matrícula efetivada, gerando um forte abalo emocional no adolescente que sempre priorizou os estudos.


Em nota oficial, o colégio justificou que o contrato escolar prevê que descontos ou concessões não configuram direito adquirido. A instituição afirmou ainda que a decisão judicial é uma medida liminar de caráter provisório e que o caso segue sob análise do magistrado responsável. O colégio concluiu dizendo que atua dentro da legislação e permanece à disposição para esclarecimentos pelos meios legais.


Para o pai do estudante, que prefere não se identificar, a situação representa uma injustiça contra o mérito do filho. Enquanto a batalha jurídica continua, o tempo corre contra o aluno, que corre o risco de perder os primeiros dias de aula devido ao impasse entre a liminar judicial e a resistência da escola em cumpri-la.