Cidade

Colisões contra postes causam prejuízo de R$ 518 mil em Londrina

15 set 2026 às 17:05

O impacto da imprudência e da violência no trânsito de Londrina vai muito além dos danos aos veículos e das perdas humanas: ele afeta diretamente a infraestrutura da cidade. Dados levantados entre janeiro e agosto deste ano apontam que 94 postes da rede elétrica precisaram ser substituídos em Londrina após serem atingidos por veículos. O trabalho de recomposição dessas estruturas já gerou um custo acumulado de R$ 518 mil. Em todo o estado do Paraná, o balanço da Copel (Companhia Paranaense de Energia) revela que 2.284 estruturas precisaram ser trocadas no mesmo período pelo mesmo motivo.


A gravidade das colisões tem sido registrada com frequência tanto em vias de grande circulação do perímetro urbano quanto em rodovias que cortam o município. Em uma das ocorrências recentes, registrada na Rua Bento Munhoz da Rocha Neto, na zona sul de Londrina, a força da batida foi tão intensa que o poste de concreto foi arrancado pela base e se partiu ao meio, deixando o automóvel completamente destruído. Dias antes, uma colisão na Rodovia Mábio Gonçalves Palhano resultou na morte de um homem de 52 anos após o veículo em que ele estava colidir violentamente contra a estrutura, que tombou e bloqueou a pista.


Além do risco iminente de fatalidades e ferimentos graves, as batidas causam reflexos diretos na rotina da população. Quando um poste é atingido, o impacto costuma arrancar e danificar a fiação de alta e baixa tensão, destruir transformadores e comprometer equipamentos de proteção do sistema. Na prática, a colisão de um único veículo pode resultar na interrupção do fornecimento de energia elétrica para milhares de moradores, afetando residências, comércios, hospitais e sinaleiras de trânsito em bairros inteiros da zona oeste ou da zona sul por várias horas.


O processo de substituição de uma estrutura destruída é complexo, exige isolamento do local, mobilização de equipes especializadas, uso de caminhões guindaste e o desligamento temporário do circuito para garantir a segurança dos trabalhadores. 


Cada substituição custa, em média, R$ 5.520, valor que abrange o custo do novo poste, os materiais elétricos e a mão de obra empregada no reparo. O gerente-executivo de obras e manutenção da Copel (Companhia Paranaense de Energia), Hugo Araújo, ressalta que esse serviço demanda tempo e que a responsabilidade financeira da recomposição não é repassada aos demais clientes: a cobrança da indenização pelo prejuízo causador é direcionada integralmente ao condutor ou proprietário do veículo responsável pelo acidente.


A concessionária e os órgãos de trânsito aproveitam o alerta sobre os custos para reforçar as orientações de segurança em episódios dessa natureza. Em situações de acidente em que postes ou fiações fiquem caídos sobre o veículo ou na pista, a recomendação vital é que os ocupantes permaneçam no interior do automóvel até a chegada do socorro e da equipe técnica da distribuidora. Tocar no solo ao sair do veículo em contato com cabos energizados pode causar descargas elétricas fatais. Pedestres que presenciarem o acidente também devem manter distância mínima das estruturas danificadas e acionar imediatamente os serviços de emergência.

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