A semana começou com longas filas, salas de espera lotadas e muita reclamação por parte dos pais que precisaram de atendimento médico para os filhos no PAI (Pronto Atendimento Infantil) de Londrina nesta segunda-feira (25). A professora Natália Silva, mãe do pequeno Artur, relatou que já passava de fantas de cinco horas de espera quando conversou com a reportagem.
Essa foi a segunda tentativa de Natália em menos de 24 horas. No domingo (24), diante do fluxo intenso na unidade, ela foi obrigada a ir embora para casa antes mesmo de conseguir que o filho passasse pelo primeiro atendimento. Para ela e para as dezenas de famílias que aguardavam no local, a sensação diante da demora é de completo descaso.
A coordenação do PAI informou que a escala de profissionais estava completa, com todos os nove pediatras de plantão trabalhando. O painel eletrônico da unidade mostrava o tamanho do desafio: mais de 560 consultas já haviam sido realizadas ao longo do dia. No entanto, a alta demanda mantinha mais de 300 pessoas na fila aguardando o primeiro atendimento, incluindo seis crianças classificadas com risco alto (estado grave).
A lentidão e a superlotação têm sido um problema recorrente nas últimas semanas. Segundo a Prefeitura de Londrina, o motivo principal para o travamento do fluxo é o aumento expressivo nos casos de síndromes respiratórias nesta época do ano, que hoje já respondem por mais da metade de todos os atendimentos da unidade infantil.
Para tentar conter a crise no período da tarde desta segunda, um décimo médico foi acionado às pressas para reforçar a equipe de plantão, mas o tempo de espera continuou alto devido ao volume de pacientes que não parava de crescer.
O que diz a Secretaria de Saúde
Em nota enviada à reportagem, a Secretaria Municipal de Saúde informou que, para ajudar a desafogar o fluxo no PAI, vai contratar emergencialmente 50 consultas diárias junto ao Hospital Infantil.
Além disso, a pasta fez um apelo público reforçando a orientação para que os pais e responsáveis levem as crianças que fazem parte dos grupos prioritários até as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) mais próximas para tomar a vacina contra a gripe, medida considerada essencial para prevenir complicações e reduzir a busca por atendimento de urgência.
O QUE DIZ A SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) esclarece que o Pronto Atendimento Infantil (PAI) vem enfrentando uma segunda-feira de movimento acima da média, em grande medida por conta das síndromes respiratórias.
Apesar dos 9 (nove) médicos de plantão, os atendimentos estão com tempo de espera acima da média. A partir das 13h, serão 10 (dez) médicos atendendo no PAI.
Em função do aumento dos casos de síndromes respiratórias nas ultimas semanas, a SMS também anunciou a contratação de 50 consultas diárias no Hospital Infantil a partir de hoje.
A Secretaria orienta que quem faz parte dos grupos prioritários, entre eles idosos, crianças e gestantes, procure uma UBS para receber a vacina contra a Influenza e se proteja das formas mais graves da doença.