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Duplicação da Constantino Pialarissi pode receber aditivos, mesmo com obras paradas

06 fev 2026 às 17:44

Mesmo com as obras suspensas por 120 dias, a duplicação da Rua Constantino Pialarissi, na zona oeste, ao lado da UEL (Universidade Estadual de Londrina) pode receber dois aditivos. Um deles é um acréscimo de R$ 2.690.807,98 ao contrato, enquanto o outro estabelece uma redução de R$ 367.913,57. Com isso, o aumento líquido no custo da obra seria R$ 2.322.894,41, o que elevaria o valor total do contrato para R$ 35.511.098,38, conforme dados do SEI (Sistema Eletrônico de Informações) do município. Um aumento de 14,4% em relação ao valor original, R$ 31.029.959,22.


A obra teve início em 19 de agosto de 2024 e tinha previsão de entrega para 15 de dezembro de 2025, segundo o Portal da Transparência. No entanto, até o momento desta reportagem, apenas 38,06% dos serviços foram concluídos. A duplicação tem extensão de 2,5 quilômetros e prevê a implantação de novo sistema de galerias pluviais, ciclovia, pavimentação asfáltica e outras melhorias de infraestrutura urbana.


Os recursos utilizados na obra são oriundos de financiamento firmado pela Prefeitura de Londrina junto ao Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa), da Caixa Econômica Federal, além de aportes do Fundo Municipal de Saneamento. Na prática, isso significa que parte do valor será quitada ao longo dos próximos anos, com impacto direto nas contas públicas do município.


Em nota, a Prefeitura de Londrina reforça que as obras de pavimentação e drenagem na Rua Constantino Pialarissi sofreram alterações contratuais para a readequação do projeto geométrico da rotatória e do sistema de galerias, o que resultou na inclusão de novos materiais e na supressão de itens originais.


Embora os termos aditivos tenham sido oficializados, o pagamento à empreiteira permanece condicionado à fiscalização técnica posterior, sem desembolsos imediatos por parte do município. Paralelamente, a empresa contratada solicitou um reequilíbrio econômico-financeiro do contrato, pedido que segue sob análise da Secretaria de Obras enquanto os trabalhos no local cumprem um período de suspensão de 120 dias.


Para efeito de comparação, a Trincheira da Leste-Oeste, obra que concentrou a atenção da mídia local em anos anteriores, possui pouco mais de um quilômetro de extensão, custou cerca de R$ 33,5 milhões aos cofres públicos e levou três anos e seis meses para ser concluída, sem considerar as polêmicas envolvendo aditivos contratuais e paralisações de trabalhadores ao longo da execução.