Com a volta das chuvas, um problema antigo e frequente voltou a aparecer no Terminal Rodoviário de Londrina: as goteiras. A água da chuva atinge áreas de embarque, desembarque e o acesso principal, formando poças sobre o asfalto rachado. O acúmulo de umidade deixa o piso escorregadio, aumentando o risco de quedas, principalmente para idosos e crianças.
A cobertura do terminal possui mais de 16 mil metros quadrados e vãos que chegam a 60 metros. A falta de escoamento eficiente faz com que a água da chuva se concentre no telhado, infiltrando-se pelas juntas do concreto.
Como medida paliativa, a administração do terminal espalhou tonéis pelos pontos mais críticos para aparar as goteiras, mas a iniciativa não impede o alagamento de cadeiras e corredores.
Uma usuária do terminal, que utiliza suporte para caminhar devido a uma queda anterior, criticou a demora na adoção de soluções definitivas. “Olha como está ali embaixo da goteira. Agora eu passo naquela água, escorrego e caio. O prefeito tem que olhar mais um pouquinho para essas coisas”, afirmou.
Passageiros também relataram que as infiltrações ocorrem tanto na parte superior quanto no nível inferior da rodoviária, atingindo inclusive as áreas de espera.
Em nota oficial, a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) informou que realiza um estudo para abertura de processo licitatório. O objetivo é contratar uma empresa para elaborar um projeto de reforma ampla no prédio.
Segundo o município, os recursos financeiros para execução das obras só devem ser buscados após a conclusão do projeto. Até o momento, não há prazo definido para a licitação ou início da reforma do Terminal Rodoviário de Londrina.