A onda de furtos em Cascavel tem mudado a rotina de comerciantes da cidade. Grades nas vitrines, câmeras espalhadas por todos os lados e noites mal dormidas passaram a fazer parte do dia a dia de empresários que convivem com o medo constante de encontrar os estabelecimentos arrombados.
A vitrine, que normalmente serve para expor produtos e atrair clientes, perdeu espaço para estruturas de proteção. Em muitos comércios, as grades passaram a ocupar o lugar da estética na tentativa de dificultar a ação dos criminosos.
Uma comerciante, que preferiu não se identificar, resume o sentimento vivido pelos empresários. Segundo ela, a sensação é de que os trabalhadores estão “presos”, enquanto os criminosos continuam agindo livremente.
Outra empresária relatou que já teve a loja invadida diversas vezes. Para tentar reduzir os prejuízos, ela passou até mesmo a deixar uma pequena quantia em dinheiro no local, na expectativa de evitar que os criminosos destruam ainda mais o interior da loja durante as invasões.
Uma jovem comerciante contou que sofreu duas invasões em menos de 30 dias. O medo de novos ataques passou a afetar não apenas o funcionamento do comércio, mas também a vida pessoal dos empreendedores.
Além dos prejuízos financeiros, os furtos deixam marcas como vidros quebrados, serviços interrompidos e um forte sentimento de insegurança.
Diante da sequência de crimes, comerciantes têm investido cada vez mais em sistemas de segurança para tentar minimizar os danos. Empresas do setor também passaram a oferecer novas tecnologias de monitoramento e proteção para atender a demanda crescente.
Enquanto isso, o pedido dos empresários é por mais segurança e ações efetivas para combater os furtos na cidade.