A Comissão Processante (CP) que investiga a vereadora Anne Ada (Avante) agendou para esta terça-feira (12), às 8h, na Câmara de Londrina, a audiência para ouvir testemunhas indicadas tanto pela defesa quanto pela própria comissão.
A parlamentar é investigada por suposto uso de servidores comissionados do gabinete para prestação de serviços advocatícios particulares com utilização da estrutura e de recursos do Legislativo.
Segundo a comissão, a audiência será restrita aos participantes da instrução processual.
Após o encerramento das oitivas, os vereadores integrantes da CP devem conceder entrevistas à imprensa.
Na última semana, a Comissão Processante decidiu aceitar a defesa escrita apresentada pela vereadora mesmo após o prazo inicial.
O colegiado justificou a decisão com base nos princípios do contraditório e da ampla defesa.
A defesa também havia solicitado o afastamento da presidente da comissão, vereadora Michele Thomazinho (PL), sob alegação de suspeição.
O pedido foi rejeitado pela CP, que afirmou não haver impedimento previsto no Código de Ética nem provas de conflito direto entre as parlamentares.
Outro ponto discutido foi a permanência de documentos relacionados a uma ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público.
A comissão decidiu retirar parte dos documentos para evitar ampliação do objeto da denúncia, mas autorizou o aproveitamento de depoimentos de testemunhas da defesa eventualmente presentes no processo judicial.
Testemunhas têm ligação com gabinete
A CP autorizou a oitiva de cinco testemunhas indicadas pela defesa da vereadora:
- Rafael Carlos da Silva Zandonadi;
- Pedro Lucas Sterchille;
- Régis Cotrin Abdo;
- Marcos Luiz Bertoni;
- Guilherme Maistro Tenório Araújo.
Os três primeiros atuaram simultaneamente como assessores parlamentares e advogados particulares de Anne Ada.
A fase de oitivas marca mais um avanço da Comissão Processante na apuração das denúncias contra a vereadora Anne Ada. Após a instrução, a comissão deverá elaborar relatório com parecer sobre o caso.