Uma polêmica em torno da instalação dos pórticos nas concessões de pedágio do Paraná movimentou a primeira sessão da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) nesta terça-feira (03).
Deputados estaduais criticaram problemas na implementação do sistema, especialmente a discrepância entre a localização planejada dos pórticos eletrônicos e as praças de pedágio físicas já existentes ou previstas em contrato. Um dos principais pontos de preocupação envolve os moradores lindeiros, que vivem próximos às rodovias. Segundo os parlamentares, o modelo atual pode obrigar cidadãos a pagar tarifa cheia por deslocamentos curtos dentro do próprio município, seja para trabalhar, estudar ou acessar serviços de saúde.
Em Rolândia, o Lote 4, onde um pórtico pode ser instalado no perímetro urbano, é citado como exemplo de possível prejuízo direto à comunidade do Ceboleiro. Embora o sistema free flow (fluxo livre) permita a cobrança automática por meio de sensores e tags, os deputados defendem que a tecnologia seja utilizada para cobrança fracionada, ou seja, o pagamento apenas pelo trecho percorrido, e não para a aplicação de tarifas integrais, como ocorre nas praças físicas.
O líder do governo na Assembleia, deputado Hussein Bakri, afirmou que o Governo do Paraná é contrário à instalação de pórticos fora das praças previstas em contrato, por considerar a medida lesiva ao interesse público. Diante disso, os parlamentares encaminharam questionamentos à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e não descartam recorrer à Justiça Federal para impedir o que classificam como prejuízo aos usuários das rodovias paranaenses.