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Condições de estradas rurais dificultam transporte escolar na volta às aulas em Londrina

05 fev 2026 às 12:20

As condições precárias das estradas rurais de Londrina têm dificultado o transporte escolar neste início de ano letivo, especialmente em dias de chuva. O problema afeta alunos que vivem em áreas afastadas e dependem dos ônibus para chegar às escolas.


Motoristas e monitores do transporte escolar rural se reuniram para discutir a situação das vias, que apresentam crateras, erosões e falhas de drenagem. Os trechos mais críticos ficam nas proximidades do Patrimônio Selva e da Estrada do Galo, corredores importantes tanto para o deslocamento de estudantes quanto para o escoamento da produção agrícola.


Na Estrada do Galo, um dos pontos mais preocupantes é o transbordamento de um córrego, causado por bueiros entupidos. Segundo relatos dos motoristas, em períodos de chuva intensa a água pode chegar a cerca de dois metros de altura sobre a pista, tornando o tráfego impossível.


Para garantir a segurança dos alunos, em dias de chuva forte existe um acordo entre motoristas e escolas para suspender a busca de estudantes que moram em sítios e chácaras, com a comunicação feita por meio de aplicativos de mensagens.


Procurada, a Secretaria Municipal de Agricultura informou que está realizando um mapeamento prioritário das estradas utilizadas pelo transporte escolar, com foco em garantir o acesso durante o início do ano letivo.


Segundo a pasta, o município possui 31 licenças ambientais para exploração de moledos (cascalho), material usado na recuperação das vias. A prefeitura também pediu que proprietários rurais que tenham esse tipo de material entrem em contato para ajudar a otimizar a logística dos reparos.


A secretaria reconheceu que a demanda por manutenção é maior do que a capacidade imediata de atendimento, mas afirmou que equipes estão atuando nos pontos mais críticos para minimizar atrasos e garantir a trafegabilidade.


Além do impacto na educação, a situação preocupa pela segurança viária. Vias estreitas, valetas profundas, alagamentos e o excesso de velocidade aumentam o risco de acidentes graves na zona rural do município.