Motoristas e moradores da zona Oeste de Londrina enfrentam lentidão e longas filas nos horários de pico nas vias de acesso à Avenida Presidente Castelo Branco.
O principal ponto de congestionamento fica no cruzamento das ruas Acylino Augusto do Nascimento e João Sanches Castro, uma das principais ligações entre bairros da região, a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e a PR-445.
O trecho recebe diariamente um grande fluxo de estudantes, trabalhadores e ônibus do transporte coletivo.
Congestionamento chega a mais de 1 km
Nos horários de entrada e saída de escolas, universidades e empresas, o movimento aumenta e as filas podem ultrapassar 1 quilômetro.
Entre os principais problemas apontados por motoristas estão os acessos estreitos, já que o trecho possui pista simples nos dois sentidos, além da sinalização considerada insuficiente.
Outro ponto de preocupação é a falta de semáforos ou outras intervenções que organizem melhor o fluxo. Com isso, motoristas e motociclistas enfrentam dificuldades para realizar conversões e atravessar o cruzamento, aumentando o risco de acidentes.
Os transtornos também atingem os moradores da região, que relatam dificuldades para sair das próprias garagens nos horários de maior movimento.
Obras não resolveram o problema
A região já recebeu obras de infraestrutura. A Rua Acylino Augusto do Nascimento passou por pavimentação, implantação de drenagem, calçadas e iluminação pública.
Apesar das melhorias, o crescimento do fluxo de veículos e o adensamento da região aumentaram a pressão sobre as vias, e o problema continua sendo registrado nos horários de pico.
Moradores cobram novas medidas
Diante dos congestionamentos, moradores e motoristas cobram providências da Prefeitura de Londrina, da CMTU e da Secretaria Municipal de Obras.
Entre as principais reivindicações estão o alargamento das vias de acesso, melhorias na sinalização e estudos para ampliar a estrutura viária da região.
Também é solicitada uma avaliação sobre a possibilidade de ampliação ou construção de uma nova ponte sobre o Ribeirão Cambé, com o objetivo de criar uma alternativa para o tráfego e reduzir a concentração de veículos no trecho.
VEJA O QUE DIZ A CMTU
A CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) e o Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina) analisam em conjunto ações que podem melhorar a mobilidade do trânsito na região, assim como avaliam tecnicamente a possibilidade de instalação de semáforos nestes locais. O reforço da sinalização viária está no cronograma da Companhia para ser realizado.
A CMTU ressalta, no entanto, que a rua Ana Porcina de Almeida é praticamente a única rota de saída para vários bairros no sentido Avenida Castelo Branco, o que provoca trânsito intenso, sobretudo nos horários de pico.