O anúncio de que a conta de luz vai ficar mais cara já começa a repercutir entre os consumidores do Paraná. O reajuste autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) entrou em vigor nesta quarta-feira e deve impactar diretamente o orçamento das famílias.
Com o aumento, muitos consumidores já relatam mudanças no planejamento financeiro. Em períodos de temperaturas mais baixas, como o registrado recentemente, o uso de eletrodomésticos tende a aumentar, o que contribui para o crescimento no valor final da fatura.
É o caso da Adriana, que já percebeu diferença no valor pago de um mês para o outro. Em uma residência com quatro pessoas, o aumento foi de aproximadamente R$ 30, refletindo o impacto do consumo maior e do reajuste tarifário.
A Copel Distribuição teve a Revisão Tarifária Periódica aprovada pela Aneel, com reajuste que, em alguns casos, pode chegar a 20,5%. O processo é realizado a cada cinco anos e também ocorre em outras regiões do país.
Segundo a agência reguladora, o aumento é resultado da variação de custos relacionados à compra de energia, transmissão, encargos setoriais e outros componentes financeiros que compõem a tarifa.
Em nota, a Copel destacou ainda que os subsídios relacionados aos sistemas de geração de energia solar influenciam diretamente na composição da tarifa. Apesar disso, a companhia reforça que o Paraná segue com uma das tarifas residenciais mais baixas do país.
Com o reajuste, o valor médio do quilowatt-hora passou de cerca de R$ 0,64 para R$ 0,76. Em um exemplo prático, uma família que consome 300 kWh por mês e pagava aproximadamente R$ 192 passaria a desembolsar cerca de R$ 228, sem considerar impostos, bandeiras tarifárias e outras taxas.
O aumento também gerou reação de entidades do setor produtivo. O Sistema FAEP classificou o reajuste como incompatível com a qualidade dos serviços prestados, especialmente no meio rural. Já a Associação Comercial e Industrial de Cascavel também demonstrou preocupação e aponta possível efeito cascata nos preços ao consumidor.
Enquanto isso, famílias como a da Adriana tentam reorganizar o orçamento para lidar com os novos custos no fim do mês.