Cidade

Cooperativas cobram mudanças na coleta seletiva na cidade

26 ago 2026 às 15:22

As sete cooperativas responsáveis pela coleta seletiva em Londrina processam cerca de 800 toneladas de materiais recicláveis todos os meses. O trabalho garante a renda de 260 cooperados na cidade, transformando plásticos, papéis, vidros e metais em matéria-prima para a indústria. No entanto, o setor enfrenta gargalos operacionais como a queda no volume recolhido, custos crescentes de manutenção e a escassez de mão de obra.


Na Ecorecin, onde atuam 40 trabalhadores, o processo de triagem é realizado predominantemente por mulheres na esteira de separação. Segundo o presidente da cooperativa, Francisco Bittencourt, todo o rendimento obtido com a venda do material é destinado ao pagamento das equipes e à manutenção de empilhadeiras, prensas e caminhões. Ele aponta que a falta de trabalhadores, sobretudo masculinos, tem dificultado o ritmo das operações.


Outro problema grave enfrentado no dia a dia é a alta contaminação dos materiais que chegam da população. Além de reduzir o aproveitamento do volume coletado, a presença de lixo orgânico, fraldas descartáveis, dejetos de animais e agulhas expõe os trabalhadores a riscos de infecção e acidentes. Grande parte do volume entregue nas centrais é descartada diretamente como rejeito.


Diante dos desafios, as cooperativas pleiteiam a reformulação do modelo de parceria com o município. A proposta em discussão prevê a divisão dos contratos em duas frentes distintas: uma voltada exclusivamente para os custos de transporte e coleta, e outra destinada ao custeio da mão de obra na triagem. A medida visa garantir a sustentabilidade financeira das entidades e melhorar as condições de trabalho dos cooperados.

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