Cidade

Criança morta por cachorro da família é sepultada em Apucarana

25 set 2026 às 11:57

O corpo de Bryan Antonio Pezarini da Cunha Lima, de 8 anos, será sepultado nesta sexta-feira (25), às 10h, no Cemitério Cristo Rei, em Apucarana, no norte do Paraná.


O velório é realizado no bairro Jardim Ponta Grossa, onde familiares e amigos prestam as últimas homenagens à criança.


Bryan morreu após ser atacado pelo cachorro da própria família, da raça pit bull. O caso provocou comoção em Apucarana.


A Escola Municipal Senador Marcos de Barros Freire, onde o menino estudava, publicou uma nota de pesar nesta quinta-feira (24) e destacou o carinho da comunidade escolar pela criança.


O prefeito de Apucarana, Rodolfo Mota, e a secretária municipal de Educação, Ana Paula do Carmo Donato, também divulgaram uma nota conjunta manifestando solidariedade à família, amigos, professores e colegas de Bryan.


ATAQUE ACONTECEU EM CASA


O ataque aconteceu no quintal da residência da família, no Residencial Viverti, próximo ao Clube de Campo Água Azul.


Segundo informações preliminares repassadas pelas autoridades, os pais do menino estavam trabalhando no momento do ataque. Bryan estava em casa sob a supervisão de uma prima de 13 anos e na companhia de outra criança, de 5 anos.


Conforme os relatos, o menino brincava com o cachorro quando foi atacado. Ao ouvirem os gritos, vizinhos derrubaram parte do muro e o portão da residência para tentar socorrer a criança.


Os próprios moradores abateram o animal para interromper as agressões, que atingiram principalmente as regiões do rosto e do pescoço de Bryan.


O Samu foi acionado, mas a equipe constatou a morte da criança ainda no local.


De acordo com relatos preliminares colhidos pela Guarda Civil Municipal e pela Polícia Civil, o cão pertencia à família e tinha histórico de convivência pacífica com as crianças.


POLÍCIA INVESTIGA O CASO


A 17ª Subdivisão Policial de Apucarana instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias da morte.

Nos próximos dias, familiares e vizinhos devem ser ouvidos pelos investigadores. A Polícia Civil também vai apurar o que pode ter provocado a reação do animal e verificar se houve eventual omissão por parte dos adultos responsáveis.


Após a conclusão das diligências, a polícia deverá definir o enquadramento jurídico do caso.

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