A tecnologia da crioterapia capilar tem se tornado uma aliada fundamental para pacientes em tratamento contra o câncer na Uopeccan de Cascavel. A técnica, que consiste no uso de uma touca fria conectada a um sistema de resfriamento, atua na proteção dos folículos pilosos para evitar a queda de cabelo, um dos efeitos colaterais mais impactantes da quimioterapia, especialmente para o público feminino.
O procedimento funciona através do resfriamento do couro cabeludo a temperaturas que podem chegar a 8 graus negativos. O frio provoca a constrição dos vasos sanguíneos, reduzindo a absorção dos fármacos quimioterápicos na região da cabeça. O tempo de uso do equipamento varia conforme o protocolo médico; em alguns casos, o paciente permanece conectado ao aparelho por até seis horas durante a sessão.
Apesar de ser um recurso conhecido na rede privada, a oferta pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ainda é restrita. Atualmente, a unidade de Cascavel conta com quatro equipamentos disponíveis. No entanto, a técnica possui contraindicações específicas: pacientes diagnosticados com leucemia ou que fazem uso de determinados protocolos de quimioterapia não podem utilizar o resfriamento capilar.
Para os pacientes aptos ao uso, a crioterapia representa mais do que um cuidado estético, funcionando como um suporte emocional relevante. Ao possibilitar a manutenção da própria imagem durante o tratamento, a tecnologia oferece ao paciente maior controle sobre sua identidade e privacidade, fortalecendo o bem-estar durante o processo de cura.